Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket Resenha #229: Era dos Extremos - Eric J. Hobsbawm
0

Resenha #295: O Ceifador - Neal Shuterman


Título: O Ceifador 
Série: Scythe #1
Autor: Neal Shusterman
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte
Edição: Prova antecipada para divulgação
ISBN: 9788555340352
Gênero: Romance juvenil
Ano: 2017
Páginas: 448

Adquira seu exemplar aqui

Adicione esse livro ao Skoob

Avaliação: 


RESENHA


O Ceifador, de Neal Shustrman é uma das principais apostas da editora Seguinte para esse primeiro semestre de 2017. A obra, publicada originalmente em inglês nos Estados Unidos, ganhou destaque mundialmente e recebeu grandes prêmios como o Michael L. Printz Award, principal prêmio de literatura jovem adulta.


Na obra, a sociedade evoluiu extraordinariamente a ponto de descobrir a formula da vida eterna com o uso da tecnologia e de uma nova forma de governo: a Nimbo-cúmulo, uma nuvem com consciência que governa de maneira mais justa e melhor os problemas desse mundo. No entanto, com esse avanço tecnológico e com as pessoas vivendo cada vez mais, foi necessária a criação de um novo departamento chamado "Ceifa", com membros responsáveis por gerir a vida das pessoas na terra. Eles recebem um anel e tem o poder de tirar a vida e dar imunidade dos indivíduos, com a finalidade de controlar o nível populacional do planeta e recebem o nome de ceifadores. Por questões politicas, a Ceifa não pode interferir na Nimbo-cúmulo, assim como a Nimbo não pode interferir nos problemas da Ceifa e para não fugir do controle, criaram uma lista com "Os 10 mandamentos do ceifador"
No primeiro livro da série "Scythe", vamos conhecer dois personagens centrais que, a principio, não possuem nada demais em comum. São adolescentes: uma jovem chamada Citra e um rapaz de nome Rowan. Ambos são convocados pelo ceifador Faraday como aprendizes de ceifadores e com isso, terão que competir entre si pelo precioso anel que cada ceifador recebe, o perdedor será a primeira vitima do vencedor. Apenas um será o escolhido. No entanto, a ceifa está passando por grandes problemas internos devido a membros gananciosos que estão descumprindo os mandamentos, matando pessoas com violência e sentindo prazer com isso. Um mundo de intrigas, de hierarquia, de poder e de luta por ele passar a se mostrar, enquanto isso, Citra e Rowan precisam escapar e não cair nesse sistema corrupto que afeta pessoas inocentes.

A história é bem original, embora autores como Kurt Vonnegut já tenha trabalhado essa questão da cura do envelhecimento no livro 2BR02B, em O Ceifador, Shusterman traz por outra perspectiva, já que a morrer é dada pela mão dos ceifadores. O que nos faz pensar em o quanto essa evolução traz malefícios à sociedade. Viver para sempre poderia ser maravilhoso. Poder rejuvenescer quando quisesse também. Porém, o ser humano pode chegar a um momento em que, mesmo rejuvenescido, viver perde totalmente o sentido e tudo o que se tinha a fazer no mundo já foi feito. Chega um momento em que a morte é necessária, infelizmente. Outra questão a se pensar é que, o poder da morte, tirado da natureza e colocado nas mãos dos humanos é altamente perigoso pelo histórico de tragédias causadas pelo ser homem e sendo assim, estamos sujeitos ao erro. A maldade humana é perversa. Quem iria garantir que os Ceifadores estariam fazendo o seu trabalho corretamente?

Neal Shusterman sabe bem como contar uma história e deixar o leitor preso em uma narrativa rápida, fluida e cheia não só de reviravoltas, mas também de adrenalina que nos deixa sem fôlego parando a leitura para respirar. Os capítulos curtos e a constância dos diálogos são pontos positivos para contribuir com essa rapidez e que tende a agradar o publico alvo do livro.

A história é narrada em terceira pessoa, dando um panorama maior do cenário em que se passa e sem se prender a um único personagem. Outro detalhe é que, intercalando com os capítulos temos depoimentos recolhidos dos diários dos antigos ceifadores, levantando as problemáticas em torno de seu oficio. Apesar de ter romance, até então, esse não foi o foco abordado pelo autor.
Para os leitores de distopia, temos aqui o primeiro volume de uma série promissora. O único medo que fica é de se perder nos próximos volumes. Muita coisa aqui ficou em aberto, poderia ser facilmente solucionadas em torno de 150 páginas de acréscimo, mas é compreensível a escolha do autor em trabalhar mais esse enredo e trazer, esperamos, os problemas desse novo mundo para nos alertar. 

E você, o que achou dessa obra? Deixa um comentário!
O Ceifador tem data de lançamento previsto para o dia 17 de abril. 

Até logo,
Pedro Silva

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!