Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket Resenha #229: Era dos Extremos - Eric J. Hobsbawm
2

Resenha #247: Uma Noite Na Praia - Elena Ferrante

Título: Uma Noite Na Praia
Autor: Elena Ferrante
Ilustração: Mara Cerri
Tradução: Marcello Lino
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 978-85-510-0036-6
Gênero: Ficção / Infantil
Ano: 2016
Páginas: 40
Adquira seu exemplar aqui!
Adicione esse livro ao Skoob.

Avaliação: 



RESENHA


Uma Noite Na Praia é a única obra infantil da autora Elena Ferrante e surgiu do universo criado em A Filha Perdida. Aqui, vamos conhecer a boneca Celina, que adora brincar com sua dona Mati, uma menininha de cinco anos. Elas vão à praia todo fim de semana e passam o dia brincando juntas. Mas tudo muda quando o pai da menina traz de presente um gato batizado de Minu e a pequena Mati deixa Celina de lado para brincar com o novo bichano. Abandonada, Celina acaba esquecida na praia e terá que enfrentar o temível Salva-Vidas Malvado da Noite e o Grande Garfo. 
Aparentemente a história da boneca Celina tem tudo para ser fofinha se olharmos a capa da obra e seu título, no entanto, ao adentrarmos em sua narrativa, aos poucos, a obra vai ganhando um tom mais sombrio que destoa um pouco dos costumeiros livros dedicados à crianças, de certa forma ele causa até sustos, tendo em vista o que acontece na praia logo que as pessoas vão embora. É como se uma segunda paia que ninguém conhece, exceto os seres inanimados e alguns humanos (como o Salva-vidas), surgisse, mais assombrosa e cheia de mistérios que causam arrepios.
Aqui, Elena Ferrante aposta do poder das palavras e no valor que elas têm, afinal, em si, Celina tem guardadas as palavras que sua dona lhe ensinou e que valem um bom dinheiro caso caiam nas mãos das pessoas erradas. Outro detalhe apontado é a questão do pré-julgamento aqueles que achamos ser algo e no fim, se revelam ótimos sujeitos que por puro preconceito, ignorávamos.
Uma obra curtinha, mas que tem sua grande originalidade, além do mais, o livro está ricamente ilustrado com figuras de Mara Cerri. A boneca não recebe um imagem muito atrativa, mas em A Filha Perdida, Leda não a descreve com tanta beleza mesmo. Vale à pena a leitura, mesmo que você seja um adulto.

Até logo,
Pedro Silva



2 comentários:

  1. Oi Pedro, tudo bem?
    Gostei muito da sua resenha. Adoro esse tom sombrio que alguns autores conseguem trazer.

    ResponderExcluir
  2. Achei muito legal esse segundo livro. Ele é bem fofo e até bom pra sair um pouco da rotina de livros que lemos, que em sua maioria não tem gravuras (ao menos as minhas leituras não tem) uma forma de lembrar da infância, lendo um belo livro.

    ResponderExcluir

Obrigado pelo seu comentário!