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Resenha #107: Que fim levou Juliana Klein? - Marcos Peres

Lido em: Agosto de 2015
Título: Que fim levou Juliana Klein?
Autor: Marcos Peres
Editora: Record
Gênero: Romance brasileiro
Ano: 2015
Páginas: 350

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Avaliação:






RESENHA



Quando peguei o livro “Que fim levou Juliana Klein” para ler, eu não sabia exatamente sobre o que se tratava. Nem a sinopse do livro e todas as resenhas sobre o livro que li, poderiam me preparar para esse livro. O forninho caiu sim. Vou tentar explicar o por quê. 

Logo no início somos apresentados ao delegado de Maringá Irineu de Freitas que é convocado em 2005 para tentar solucionar um caso em Curitiba, onde a Teresa Koch, professora de Filosofia Koch é assassinada, aparentemente por uma rivalidade filosófica entre as famílias: Klein e Koch Porém esse crime, assim como outros acontecimentos, mostra que essa rivalidade é antiga, ainda quando os patriarcas das famílias viviam na Alemanha.

O livro trás uma cronologia dos fatos das duas famílias, e uma arvore genealógica, onde podemos entender que essa família se cruza por décadas. 
“E o fim se une ao começo. O primeiro da estirpe chora seus filhos, e o último chora seus pais.” Pág.: 270 

O delegado é convocado novamente quando Juliana Klein desaparece em 2008, e o principal suspeito é Franz Koch, coordenador do curso de filosofia da PUC-PR e viúvo de Tereza, assassinada pelo marido de Juliana. E ai que surge a pergunta “Que fim levou Juliana Klein”? Terá sido mais um ato de vingança e rivalidade entre as famílias? Um caso a parte? É isso que tenta descobrir o delegado Irineu, que agora em 2011, tenta desvendar o mistério desvendar novos acontecimentos envolvendo essa família. 

A narrativa mescla entre os anos de 2005, 2008 e 2011, através das memórias do delegado em suas investigações, o seu envolvimento com Juliana, que lhe conta a historia da rivalidade entre as famílias.  
"Ser Klein é saber-se infinito, é viver em função dessa busca” Pag.: 199
O livro é simplesmente incrível, a narrativa é rápida, e os flashes e viagens no tempo prendem a atenção do leitor. De início pode parecer apenas mais um livro policial, de investigação, mas é ai que você se engana. É muito mais. Marcos Peres escreveu diálogos maravilhosos, trás discussões filosóficas, sobre destino, livre arbítrio, vida, inferno, baseadas em Santo Agostinho, Sartre e Nietzsche. 
“A vida é a compreensão da finitude do corpo e das conexões. E, portanto, qualquer promessa é falsa. Não há nenhum paraíso extraterrestre, essa vida não é preparatória para nada. A vida é somente isso, ou tudo isso- só se escolhe a maneira de enxergá-la” Pag.: 317


E depois de te fazer prender a respiração diversas vezes, e morrer de curiosidade durante as mais de 300 páginas do livro, novamente somos surpreendidos. A história não acaba na última página. O livro possui um epilogo, onde o narrador dos dá três hipóteses possíveis para o que pode ter realmente acontecido com Juliana Klein. Cabe ao leitor analisar qual delas é a mais provável, ou criar a sua hipótese. 
“O futuro está condicionado ao passado e todas as coisas voltarão à sua forma primitiva...” Pag:66
Simplesmente genial. Esse livro me fascinou com seus personagens muito bem escritos e desenvolvidos, eles são fortes e intrigantes, a narrativa intensa, repleta de mistério e bastante inteligente. Super recomendo. 
“E destino mão se muda nem se escolhe. Aceita-se, apenas. A única escolha possível é amar ou odiar a vida. Amor fati.” Pag:308


Até logo! 

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News #16: Editora Belas Letras

Pré-venda de Longe e Distante começa no dia 18 



Uma voltinha na garupa de Neil Peart é a promessa de Far and away - Longe e distante, novo livro do baterista do Rush. Com pré-venda marcada para esta sexta-feira, 18 de setembro, os fãs poderão garantir o livro com exclusividade. Além disso, a Belas-Letras preparou 3 postais com fotos de alguns dos locais visitados pelo músico durante o livro.
Estados Unidos, Canadá, Europa, América Central e América do Sul (incluindo o Brasil) são apenas algumas das paisagens visitadas por Neil durante as longas viagens de moto. Assim como em Ghost Rider – A Estrada da Cura (2013), os textos trazem o olhar de Neil para detalhes que passariam despercebidos por outro observador, além de informações e reflexões sobre as regiões que visita.

Com mais de 200 fotos coloridas ao longo das 416 páginas, Longe e Distante é o ponto de partida para aqueles que gostam de aventura. Além disso, o relato é essencial para os fãs do Rush que estão constantemente em busca dos segredos e curiosidades por trás do sucesso da banda.

Borghetti lança biografia no Sarau Elétrico


Desde 1999, a cidade de Porto Alegre tem as suas noites embaladas por leituras, conversas e música. O Sarau Elétrico, um dos eventos mais consagrados da capital gaúcha, reúne espectadores ansiosos pelos bate-papos guiados por músicos e escritores. 
Na última edição, o gaiteiro Renato Borghetti apresentou-se junto de seu quarteto. A ocasião também foi marcada pela explanação da obra Esse tal de Borghettinho, biografia escrita pelo jornalista Márcio Pinheiro.


Sinopse: Tudo o que você gostaria de saber sobre o homem que fez da gaita e do chapéu o símbolo de uma geração está aqui. As muitas faces do músico que escondeu seu rosto para revelar o poder da sua arte. As histórias contadas pelo gaúcho que atrai multidões pelo Brasil sem mostrar sua voz. Nesta biografia definitiva do grande gaiteiro, o jornalista Márcio Pinheiro abre, pela primeira vez, o fole da vida de Renato Borghetti para nos contar quem, afinal de contas, é esse tal de Borghettinho. 


Susannah Cahalan visita bastidores do filme baseado no livro Insana



As gravações do longa metragem inspirado no livro Insana: meu mês de loucura estão em ritmo acelerado! Na última semana, a autora Susannah Cahalan (e também protagonista do grande drama narrado na obra) visitou os bastidores do filme que tem Charlize Theron entre os produtores.

A atriz Chloë Grace Moretz, escalada para interpretar a protagonista, chama a atenção pela semelhança com Susannah. Na foto, as duas posam dentro do hospital onde o filme está sendo rodado.


Livro de Alice Salazar terá nova edição


Para comemorar o sucesso dos mais de 40 mil exemplares vendidos, o livro De bem com o espelho ganhará em breve nova edição. Alice Salazar, uma das maquiadoras mais renomadas do país, assina o manual de automaquiagem que é um sucesso desde 2013, ano de seu lançamento. Com nova capa, o livro ganhará versões em capa flexível (imagem acima) e capa dura.



A pré-venda da nova edição tem início no dia 15 de outubro, exclusivamente no site da editora. Aguarde e espalhe!
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Resenha #106: Para Continuar - Felipe Colbert



Título: Para Continuar
Autor: Felipe Colbert
Editora: Novas Páginas
ISBN: 9788581637952
Ano: 2015
Páginas: 224


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Avaliação:


Resenha


Para Continuar, é o segundo romance do autor Felipe Colbert publicado pelo Grupo Novo Conceito (Belleville, 2014, é o primeiro), e nesse ele vai misturar emoção com sick-lit e elementos fantásticos.


Leonardo César é um jovem estudante universitário que pega diariamente o metrô paulista para realizar suas atividades monótonas do cotidiano. Numa dessas viagens, ele acaba se encantando por uma jovem moça asiática que se senta numa cadeira próxima a dele. Após uma tentativa frustada de contato, ele a segue, e chega ao bairro da Liberdade, onde a garota entra em uma loja de luminárias japonesas. A partir desse contato, Ayako e Leonardo vão se envolver e desvendar segredos que um não sabia acerca do outro. Será que eles irão superar esses obstáculos? O amor que floresce conseguira emergir mesmo com um coração falho? É o que vamos descobrir ao longo das 224 páginas.

Os personagens do Felipe Colbert são poucos, Leonardo, o jovem universitário que carrega uma adoeça séria que o impede de realizar grandes esforços, o que acaba limitando seu modo de vida. Ele carrega essa doença como um segredo, pois não quer que todos o descubram e torne isso algo negativo, levando para o lado solidário de que ele precise sempre de ajuda. Ayako é uma moça que perdeu seus pais ainda na infância em um grave acidente e que desde então foi criada pelo seu ojisan (avô, senhor idoso) e passou a trabalhar na loja de luminárias dele junto com Ho, um homem que tem comportamento de criança e que sente um amor incondicional e não correspondido por Ayako. Apesar de não ser explorado o problema de Ho lembra muito autismo, mas não é revelado no livro.  Além dos principais, conhecemos os pais muito protetores do Leonardo que tendem a esse comportamental por causa do risco de vida do filho, o engraçado Penken, melhor amigo do Leonardo e que sempre está presente e a ex-namorada Malu.

Por ser bem aclamado pelos leitores, estava com grandes expectativas para com esse livro, no entanto, confesso que não foi o que esperava, e a leitura, apesar de agradável, ficou no meio termo. Para começar, o livro não traz nenhuma nota no autor para explicar se o mistério que envolve as lanternas é ficção ou foi inspirada em alguma lenda asiática, fica no imaginário do leitor decifrar. Os personagens são bem infantis em certos pontos, Leonardo, o mocinho sofre de um cardiomiopatia dilata idiopática, e ele tende a esconder isso o que torna algo bem forçado para a idade dele, e não é só esse comportamento que leva a pensar nisso, ele chega a ficar birrento e briga com o Penken por um motivo bem bobo de quem não cresceu.

Um dos elementos mais importantes na narrativa são as luminárias, no entanto, senti que isso não foi muito explorado, elas estão sempre lá no porão da loja antiga, sabemos que tem um mistério forte em torno delas, mas o autor utilizou as últimas páginas para desenvolver esse quesito, o que acabou sendo de forma rápida e pouco convincente.

Sobre a função do personagem Ho, eu consegui decifrar por volta da página 150, o que me deixou bem decepcionado quando cheguei ao fim e o que eu acreditava foi confirmado, mesmo com a atitude nobre, foi previsível e levou ao meio termo.

Apesar dos pesares, recomendo o livro para quem curte um livro nacional de leitura rápida, leve e que mistura nossa cultura com a japonesa, mas saliento: não espere muito do livro, você pode se deparar com situações clichês.
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TAG #10: Top do Falsete. [ORIGINAL]

Há poucas semanas, nas mídias sociais, foi divulgado um vídeo da MC mirim Melody junto com a amiga Mc Débora. Ambas aparecem ostentando falsetes que acabaram não agradando muito o público. Como os zoeiros não perdoam ninguém, não demorou muito para que a filmagem se tornasse um viral, ganhando inúmeras versões.




Com isso, veio a ideia de criar uma TAG literária a partir do famoso vídeo com o intuito de divertir e claro, falar de livros. \o/

Vamos as perguntas?




1°. "Vamos mostrar cultura para esse povo?" - Um livro que te mostrou uma cultura que você desconhecia.


A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini:
Apesar de ter lido O Caçador de Pipas antes, em meados de 2012, creio que o tema da condição da mulher afegã em meio a um Oriente Médio em conflito foi mais impactante para mim, o que acabou me deixando chocado e revoltado com a discriminação e isso é só o pano de fundo para nos apresentar os demais costumes dessa sociedade.










2°. "Estamos aqui com minha amiga." - Um livro que fale de uma amizade bonita.


Mais uma vez eu poderia citar o livro anterior, pois surge, depois do desgosto inicial, uma linda amizade entre Mariam e Laila, mas para não ser repetitivo...

Através do Espelho, de Jostein Gaarder:
Eu adianto logo que é um livro agridoce, no sentido de que ao mesmo tempo que é melancólico e triste, ele consegue nos trazer uma certa felicidade. Cecília é uma criança que passa os dias em cima de uma cama, doente, até que no natal ela recebe a visita de um anjo que trará conforto e a preparação para a morte. Levo isso como uma amizade, afinal, nos últimos momentos de vida da garota ele que estava lá explicando coisas sobre o universo e deixando a garota leve para voar. Além da amizade, a garotinha tinha um caderno onde anotava tudo o que aprendia, lembro que uma delas era o sabor que as palavras possuem e a partir disso, passei a sentir também o gosto que cada palavra carrega em si. Você já sentiu?








3°. "Top no falsete" - Um livro muito badalado e que tende a agradar quem lê-lo.



Luna Clara & Apolo Onze, de Adriana Falcão:
Um livro para crianças que adultos adultos irão amar, porque vão sentir nostalgia. O enredo tem as situações mais mirabolantes e personagens peculiares inesquecíveis. Comleiturarápidaeadoraveléimpossivelnãoamar.











4°. "Faz o gritinho pra nós." - Um livro que fez muito barulho, mas no fim não mostrou tanto.



Estilhaça-me, de Tahereh Mafi:
Estava tão animado que comprei os dois primeiro volumes e acabei me desfazendo de ambos sem tocar no segundo. Distopias sempre são legais, mas quando bem trabalhadas, e nesse caso, achei que a autora focou mais em sua personagem e na fuga dela de Warner, o "vilão", do que em nos mostrar sobre o sistema do mundo (des)criado. Não foi um bom inicio de trilogia, e o final me deixou mais desgostoso, principalmente por se tornar uma espécie de X-men. Mas vale salientar que não funcionou comigo, o que não significa que será do mesmo jeito com você.








5°. "Agora você." "Eu?" - Dois livros que trazem uma temática semelhante, mas que em sua opinião é melhor trabalhado em outro.





A Playlist de Hayden, de Michelle Falkoff e Os 13 Porquês, do Jay Asher:

Aqui optei por escolher o suicídio como tema abordado. Achei que em Os 13 Porquês o autor conseguiu trazer por meios das fitas realmente os motivos do suicídio, enquanto em A Playlist de Hayden a autora optou por uma seleção de músicas que dão um tom mais abstrato e que dificultam compreender os motivos para o garoto tirar a própria vida. É um tema muito pesado, mas que eu nunca vou chegar a compreender o que se passaram na mente dessas crianças, eu sempre acho os motivos bobos, mas EU, PEDRO, acho isso. Nunca sabemos o se passa nos outros realmente, e uma coisa vista como boba por nós pode causar grandes desastres nos outros. É uma questão tão complicada, mas que os autores captaram bem e princialmente mostrar as consequências para quem fica fico, digo, os amigos dos suicidas.



6°. "Parabéns!" - Sabe aquele autor que você tem um carinho especial e que te ajudou de alguma forma? Que tal elogiá-lo pelo grande feito.




Obrigado, Paolo Giordano!!!
Não vou falar muito aqui porque a relação que tenho com o Giordano é muito intimista e que é melhor ficar apenas entre eu e ele (e quem se atrever a ler seus livros). Gosto de brincar que meus sentimentos estão transcritos em A Solidão dos Números Primos. Volta e meia me pego com o livro em mãos folheando e relendo algumas passagens soltas e sempre com o mesmo sentimento da primeira leitura.
"Mattia. Enfim. Pensava nele com frequencia. De novo. Era como outra de suas doenças, da qual não queria realmente curar-se. Pode-se ficar doente, também, apenas com uma recordação, e estava doente desde aquela tarde no carro"
Só o que tenho a dizer é que nos encontramos mais uma vez em O Corpo Humano, e esse encontra será logo mais. pois já comprei. #MuitoAmorEnvolvido





Indicados

Não poderia sair daqui sem indicar alguns amigos queridos:


Enfim, é isso. Espero que tenha gostado, e mesmo que não tenha sido tagueado, fique a vontade para respondê-la caso queira.

Att,
Pedro.
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Resenha #105: Clube da luta - Chuck Palahniuk

Título: Clube da Luta
Autor: Chuck Palahniuk
Editora: LeYa Brasil
ISBN: 9788580444490
Ano: 2012
Páginas: 272
Tradutor: Cassius Medauar



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RESENHA



O livro é narrado como um fluxo de pensamento do personagem principal, que não tem nome citado. Um cara normal, que segue sua vida trabalhando conforme o mundo capitalista, trabalhando e gastando seu dinheiro. Séria a vida perfeita se ele não sofresse de insonia e ficasse semanas sem dormir. Por causa disso, ele resolve procurar, pois acredita que está com sérios problemas, mas o que ouve do médico é: Você acha que está com muito problemas? vá em grupos de apoio da igreja e verá o que é problema.

Após ir no grupo de apoio com pessoas que possuem algum tipo de doença séria como o câncer ou parasitas no cérebro ( entre outros) ele descobre, no sofrimento dos outros, um escape e consegue voltar a dormir como um bebê... até que uma mulher chamada Marla Singer passa a frequentar as reuniões desse grupo e o narrador se vê na mulher, afinal, ele sabe que ela (assim como ele) não está sofrendo de doença alguma. Isso o afeta e ele não consegue mais chorar nas reuniões por saber que Marla é uma farsa e a insonia volta a afetá-lo.


Numa de suas viagens, ele conhece um vendedor de sabão e projecionista chamado Tyler Durden, um homem todo descolado que parece ter um manual de como viver a vida embutido em si. Ele age contra os bons costumes e faz inúmeras coisas inusitadas, como jogar fezes nas comidas de pessoas importantes quando garçom.  Em uma das brincadeiras dos dois, Tyler pede para o narrador socá-lo o mais forte que ele conseguir. Tyler acredita que uma pessoa precisa perder tudo para que possa renascer livre e é dessa forma que surge o Clube da Luta. As lutas acabam se tornando um aspirador para as decepções diárias.

Mas como disse Chris Anderson: "Existe uma linha tênue entre a loucura e a genialidade. E você precisa de um pouco das duas para mudar o mundo de verdade"

Regras do clube do livro:
  • A primeira regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
  • A segunda regra do Clube da Luta é: você não fala sobre o Clube da Luta. 
  • Terceira regra do Clube da Luta: se alguém gritar "Pára!", fraquejar, sinalizar, a luta está terminada. 
  • Quarta regra: apenas dois caras numa luta. 
  • Quinta regra: uma luta de cada vez, pessoal. 
  • Sexta regra: sem camisas, sem sapatos. 
  • Sétima regra: as lutas duram o tempo que for necessário. E a oitava e última regra: se esta for a sua primeira noite no Clube da Luta, você tem de lutar.

Em uma linguagem muito crua e forte, o autor consegue expor e criticar inúmeras questões de nossa sociedade. O consumismo desenfreado é uma das que mais ronda o livro, essa coisa de que precisamos de dinheiro para comprar coisas que não necessitamos é muito desgostada por Tyler e o clube da luta é criado acreditando que a pessoa precisa sair de sua zona de conforto, chegar ao fundo do poço para ela renascer e viver de verdade e isso nos leva muito a repensar no que estamos comprando e se realmente precisamo do que consumismo.


Clube da Luta é um livro de leitura rápida, mas possui um certo grau de violência tipico do autor que pode não agradar a todos e julgá-lo ser desnecessário, porém, para complementar a obra e dá mais força a sua estrutura, a violência acaba sendo um dos elementos cruciais para chocar o leitor justamente por trazer o conforto aos participantes do clube. Além dessa violência, o autor não se prende a floreios, e não perde tempo com descrições, sendo mais direto ao ponto, numa narrativa despretensiosa e rápida que vale super à pena conferir.
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Resenha #104: Estação Onze - Emily St. John Mandel

Lido em: Julho de 2015
Título: Estação Onze
Autor: Emily St. John Mandel
Editora: Intrínseca
Gênero: Distopia
Ano: 2015
Páginas: 318

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Resenha:

Depois do grande sucesso – e alguns fracassos – que foram as distopias, eu resolvi parar um pouco de ler o estilo pelo simples fato de que as histórias estavam começando a ficar muito repetitivas e sem emoção. Após um ano sem ler nada no estilo, resolvi me render ao novo lançamento da Editora Intrínseca, Estação Onze, o quarto romance da canadense Emily St. John e confesso que estou maravilhada com o livro.

O livro narra a história de alguns personagens que, à primeira vista, parecem ser bastante aleatórios, mas que começam a se conectar das maneiras mais inesperadas possíveis.

 Arthur Leander é um ator de meia idade, sempre alvo dos paparazzis e da mídia no geral, possui um histórico de três divórcios e um filho que mora em Israel, o ator morre no meio do teatro durante uma apresentação da peça  Rei Lear; Jeevan é um ex-paparazzi que perseguia Arthur e suas ex-esposas, mas decide virar socorrista, ele é o primeiro a subir ao palco e tentar ajudar Arthur durante seu ataque cardíaco; Kirsten é uma atriz mirim que representa uma das filhas de Arthur na peça e que permanece no palco após a morte do ator; Miranda é primeira esposa de Arthur; e ainda temos a presença de um misterioso profeta. 


Antes de mais nada devo avisar que não tem nenhum spoiler no que eu acabei de falar, tudo isso acontece ainda no primeiro capítulo. A história realmente começa após todos já terem saído do teatro depois da morte de Arthur. Nessa mesma noite, uma mutação do vírus da gripe suína começa a se espalhar no mundo. A doença chamada de Gripe da Georgia, possui uma taxa de 99% de mortalidade e se espalha rapidamente pelo mundo dando início à extinção da raça humana.
Menos de uma semana depois do início da epidemia a população mundial está praticamente desintegrada. 

Após vinte anos da epidemia, o mundo se tornou um lugar quase vazio. Não existe energia elétrica, água encanada, combustíveis, internet, nenhum tipo de tecnologia, absolutamente nada. No meios desse vazio, um grupo de sobreviventes se uniu para formar a Sinfonia Itinerante, que reúne uma pequena orquestra e uma trupe de teatro que viaja em trailers, interpretando peças de Shakespeare nas comunidades sobreviventes. 


Se o inferno são os outros, o que é um mundo onde não há quase ninguém? (...) Tantas espécies haviam aparecido e depois sumido desta terra, que diferença faria mais uma? Quantas pessoas restavam agora?

A narrativa do livro alterna em um interessante jogo entre o passado e o presente, cheio de flashes da vida dessas pessoas antes da epidemia e tudo o que desencadeou a situação atual, apresentando cada vez mais ligações inesperadas entre os personagens.

Imagem retirada da internet

O que mais me chama atenção na narrativa é que a autora faz com que você imagine que o mundo em que vivemos hoje, com todas as suas tecnologias e facilidades é praticamente uma ficção científica. Realmente, após estarmos inseridos no contexto do livro é difícil acreditar que houve um tempo em que grandes pássaros de metal podiam transportar as pessoas rapidamente através de oceanos, que haviam pequenas máquinas que podiam te conectar à qualquer pessoa no mundo e que com apenas um clique você poderia ligar lâmpadas e iluminar um lugar inteiro. Isso nos leva a refletir como a nossa vida é repleta de tantas facilidades e como quase nunca damos o devido valor à essas coisas.

A leitura do livro é impressionante, a linguagem da autora é muito simples e, ao mesmo tempo, é extremamente bem elaborada. Os personagens são muito bem construídos e estruturados, com personalidades distintas e fascinantes. A autora elaborou uma história incrivelmente perfeita, que liga todos os personagens descritos de uma maneira incrível e inesperada. Devo confessar que esse livro superou toda e qualquer expectativa que eu tinha.


A diagramação do livro está perfeita, apesar da Intrínseca ter começado a diminuir consideravelmente a fonte da letra nos livros, mas, ainda assim, o tamanho continua em um formato confortável, a folha é amarelinha e tudo contribuí para uma leitura muito agradável. Além da capa ter ficado muito incrível, ela tem uma textura áspera muito legal que deu um toque especial ao livro.
A história é super envolvente e vai prender vocês desde o início da leitura até o fim, deixando um ótimo gostinho de quero mais. 

Até mais!
Maria Clara Donato.
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Conheça: Lançamentos de Setembro - Editora Intrínseca



Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance


Elon Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Mais do que qualquer outro empresário da atualidade, ele tem investido sua energia e sua fortuna na missão de criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e tão longe de ser alcançado quanto uma fantasia de ficção científica. [Leia +]

Grey, de E L James 

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. A história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo sob um novo ponto de vista. [Leia +]

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris

Em 1990, a Nintendo monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, um ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a empresa a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. [Leia +]

Surpreendente!, de Maurício Gomyde

Pedro Diniz tem um desafio: produzir o filme perfeito! Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos em uma longa e inesquecível viagem. [Leia +]
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João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti

O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti se encontram para recontar a clássica história de João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que são abandonados pelos pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. [Leia +]



Titia terrível, de David Walliams

Em uma mansão rural remota vive Stella, uma menininha que não sabe que perdeu os pais num acidente de carro, pois passou meses dormindo. Ao acordar, ela vai precisar escapar das tramoias da tia, uma mulher malvada, que perdeu todo o dinheiro em jogos de tazo e anda sempre acompanhada de uma coruja mal-humorada. [Leia +]











Sonhos partidos, de M. O. Walsh

Baton Rouge, nos Estados Unidos, é uma cidade conhecida por seus churrascos no jardim, tardes quentes de verão, barris de cerveja gelada e muitos fãs de futebol americano. Mas no verão de 1989, quando Lindy Simpson, uma das garotas mais bonitas do bairro e estrela das pistas de corrida, é estuprada perto de casa, fica claro que os subúrbios também têm um lado obscuro. [Leia +]










Sr. Holmes, de Mitch Cullin

Aposentado há décadas, Sherlock Holmes mora numa fazenda em Sussex, onde cria abelhas com a ajuda do filho de sua empregada. Além do apiário, o velho detetive gosta de passar o tempo relembrando casos, que registra diligentemente em um diário. Com isso, tenta juntar os fragmentos remotos de uma de suas aventuras mais marcantes, ocorrida há mais de cinquenta anos. [Leia +]













Uma história do mundo, de Andrew Marr 

O entendimento da história mundial se transforma à medida que novas descobertas são feitas em todos os continentes e velhos preconceitos são desafiados. Nessa jornada verdadeiramente global, Andrew Marr revisita os relatos épicos tradicionais, desde a Grécia e a Roma clássicas até a ascensão de Napoleão, entremeando-os com histórias menos conhecidas, do Peru à Ucrânia, da China ao Caribe. Assim, o autor encontra ecos e paralelos surpreendentes que atravessam vastas distâncias e muitos séculos.

O leitor do trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent 

Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas da máquina que opera. A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera, até que um dia encontra textos misteriosos que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida. [Leia +]

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Resenha #103: Missão Pré- Sal 2025 - Viviane Geber



Lido em: Agosto de 2015
Título: Missão Pré- Sal 2025
Autor: Viviane Geber
Editora: Record
Gênero: Romance brasileiro / Thriller espionagem
Ano: 2015
Páginas: 251

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Resenha:



O primeiro romance de Viviane Geber tem como plano de fundo Londres, na segunda década do século XXI. Rodolfo Ruppel é um oficial da Marinha Brasileira, que é enviando a Londres para participar de um evento sobre defesa naval. Mas a verdade é que está em uma missão secreta para o Centro de Inteligência da Marinha. Para isso, leva sua esposa, Carla, para fingir uma viagem de casal.

Apenas, quando já esta em Londres, Ruppel é informado que a missão é para recuperar informações roubadas sobre o Projeto Pré-Sal 2025, a nova aposta da Marinha brasileira: um submarino híbrido, semi-diesel, semi-nuclear. Uma arma capaz de levar o país a elite militar mundial.

Rodolfo Ruppel recebe poucas informações sobre a missão, através de mensagens criptografadas em “Os girassóis” de Van Gogh, e também de Victoria Borges, uma brasileira que está envolvida da missão. Porém, as informações que ambos recebem se contradizem. E Ruppel, à medida que se envolve com Victoria, não sabe se pode confiar nela, ou não. Como continuar a missão se não pode confiar em ninguém? Nem mesmo, no próprio chefe? Essa é a difícil missão de Rodolfo, que enquanto tenta fazer a coisa certa, precisa conciliar os ciúmes de sua esposa, e tentar salvar o casamento.


Missão Pré-Sal 2025 é um thriller de espionagem e investigação que prendeu nas primeiras páginas. A narrativa é rápida, e a autora consegue manter o leitor preso no enredo. À medida que os mistérios iam surgindo, e Ruppel não conseguia confiar em ninguém, eu não queria largar o livro por nada. O desenrolar da história é surpreendente, porém achei alguns furos na história, que não foram explicados. E o final surpreende, mas deixa um pouco a desejar. Deixando alguns pontos em aberto, fatos não explicados, talvez para uma futura continuação. O que não me agradou muito.