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Resenha #291: Todo Mundo Vê Formigas - A. S. King

Título: Todo mundo vê formigas
Autor: A. S. King
Título original: Everybody Sees the Ants
Tradução: Marcelo Salles
Editora: Gutenberg
Edição: 1
ISBN: 8582354118
Gênero: Romance jovem-adulto
Ano: 2016
Páginas: 240
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RESENHA


Lucky Lindermarn é um jovem de quinze anos que sofre bullying desde sua infância. Tudo começou quando seu carrasco, Nader, urinou em seus pés quando ele tinha apenas sete anos de idade. Ele foi criado com a imagem ausente de seu avô que nunca retornou da Guerra do Vietnã, fato que afetou drasticamente a sua avó e a crianção de seu pai; tanto é que seu pai dá uma crianção diferente ao filho e com ausência de diálogos. Lucky acredita que isso se dá pelo fato de seu pai não saber qual o papel de um pai, já que não conheceu bem o seu.

Em seus sonhos, Lucky sonha que está no Vietnã, na companhia de seu avô e quer a todo custo realizar o último pedido de sua avó no leito de morte: resgatar o avô que nunca foi encontrado. Nos sonhos, Lucky é forte, aventureiro e corajoso para enfrentar os perigos selvagens. Porém, nenhuma de suas tentativas de resgate parece funcionar e o que parecia ser uma missão, se torna uma forma de fugir e procurar ajuda das dificuldades enfrentadas na vida real. Mas até quando, Lucky aguentará calado as humilhações que passa? Até quando ele tomará coragem de enfrentar seus medos e ajudar a família que está sob tensão? Uma viagem poderá ser a solução para esses problemas.

Numa narrativa extremamente rápida e divertida, A. S. King aborda temas corriqueiros da vida de um adolescente: bullying, medo, transformações e a grande busca por ser quem você é, além de problemas mais adultos como depressão e a automedicação desenfreada.
As únicas coisa que não vi com bons olhos nessa obra é uma mensagem que se dá através do levantamento de peso para assim combater os problemas. Isso leva a crer que o certo é malhar e ficar forte. Quando na verdade, o que realmente importa é sermos quem queremos. Além disso a abordagem do suicídio é bem superficial, o assunto foi citado mas nenhuma medida foi tomada, a autora não desenvolveu esse aspecto, faltou um cuidado em fechar essa questão ou até mesmo se aprofundar, já que a personagem que passa por isso é esquecida no romance.


No geral, é uma obra divertida, de leitura e linguagem simples, cheia de diálogos e que traz uma mensagem interessante sobre aquilo que nos repreende. A. S. King nos ensina a por pra fora tudo o que está aprisionado, engaiolado em nosso tórax e que merece sair e isso é uma mensagem engrandecedora.


E você, já leu esse livro?

Até logo,
Pedro Silva

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