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Resenha #222: Criaturas Estranhas - Org. Neil Gaiman



Título: Criaturas Estranhas
Organização: Neil Gaiman
Ilustração: Briony Morrow-Cribbs
TraduçãoAntônio Xerxenesky e Bruno Mattos
Editora: Fantástica Rocco
Edição: 1
ISBN: 9788568263440
Gênero: Contos - Fantasia
Ano: 2016
Páginas: 400
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Avaliação: 




RESENHA

Para quem curte ler fantasia, com criaturas estranhas surgidas das mentes de grandes escritores ou inspiradas em mitologias distintas, a Editora Rocco lança (através do selo Fantástica Rocco),"Criaturas Estranhas". Trata-se de uma antologia de contos fantásticos organizada por ninguém menos que Neil Gaiman - Autor de Lugar Nenhum.
O autor conta que algumas das 16 histórias que formam o livro o acompanham desde quando se tornou leitor. Foram obras marcantes e que de certa forma influenciaram/influência em sua escrita. Por isso nem todos os contos são originais dessa antologia; mas três dos mais recentes foram publicados originalmente nele. 

"Criaturas Estranhas" é iniciado por um conto em que o título é uma mancha. Escrito por Gahan Wilson (1930-) e publicado originalmente em 1972, aqui acompanhamos o surgimento de uma mancha estranha que a princípio tem um tamanho imperceptível e ao ter o olhar desviado ela cresce. Como se estivesse tomando o lugar. O que me fez lembrar um dos meus contos preferidos do Cortázar chamado "Casa Tomada". A ideia de trabalhar com outra linguagem (a figura) é bastante original e o conto se torna instigante.

Gostaria de destacar os contos:

 "O Grifo e o Cônego Menor", de Frank R. Stockton (1834-1902). É praticamente um fabula, publicada em 1885, que me fez lembrar a canção Geni e o Zepelim, do Chico Buarque. O personagem central passa pelo desprezo da cidade, mas no fundo é ele a salvação. 

"O Cacatucano; o, a Tia-Avó Willoughby", de E. Nesbit (1858-1924)  foi uma grata surpresa. No estilo nonsense de Lewis Carroll. A Personagem central, Matilda se arruma para ir a casa da tia-avó junto com a empregada, mas ao tomar a carruagem errada elas acabam chegando em um destino inesperado onde coisas estranhas acontece. Esse conto é original de 1900

"O Cavalo Voador", ficção cientifica de Larry Niven (1938-). Conta a história de um homem que volta no tempo para trazer do passado um animal extinto no futuro e que eles só conhecem por fotos de um livro de biologia: um cavalo. É surpreendente e nos faz pensar o quão manipulados podemos ser quando se mexem na história escrita. Primeira publicação: 1969.
São muitos contos e não irei comentar todos. Em média eles são entre 15-20 páginas, exceto pelo "O Lobisomem Cabal", de Anthony Boucher (1911-1968), que contém 67 páginas. Cada um deles recebem uma ilustração feita por Briony Morrow-Cribbs

Ilustração de Briony para o conto de E. Nesbit. 
Dos autores eu só conhecia a Diana Wynne Jones (1934-2011; autora de Tesourinha e a Bruxa e O Vitral Encantado), porém, seu conto "O Sábio de Theare" (1982) não foi tão marcante quanto eu esperava. Diria ser um conto mediano sobre uma profecia em torno de uma criança que pode trazer perigo aos deuses.

Você encontra na obra as seguintes criaturas: Planta Carnívora, Grifo, Abelhas e Vespas, Lobisomem (que aparecem duas vezes), sereia, dragão, cacatucano, fênix entre outros. E os autores: Peter S. Beagle, Avram Davidson, Samuel R. Delany, Maria Dahvana Headley, Nalo Hopkinson, Megan Kurashige, Nnedi Okorafor, Saki, E. Lili Yu, além dos já citados anteriormente.

Acho que um ponto negativo nessa antologia é o fato de Neil Gaiman ter escolhido um conto próprio: "Pássaro do Sol"(2005) do qual já tinha sido editado em outras obras como "Foras da Lei Barulhentos" publicado pela Cosac Naify. Fora isso, a obra é encantadora. As histórias são bem originais e elaboradas. Certo que as mais longas são um pouco cansativas quando esperamos de um conto algo mais leve e rápido (parecem romances comprimidos em contos).
"Criaturas Estranhas", é uma ótima porta de entrada para conhecer novos autores (inclusive aqueles que não são nada contemporâneos e têm um conjunto de obras maravilhosos). As histórias beiram a fantasia, mas algumas vão pro suspense e terror abrindo um leque maior para agradar ainda mais seus leitores. 

Sobre a edição: a capa é cheia de detalhes em verniz e a folha de guarda é na cor azul. A fonte está num tamanho bem agradável em um papel amarelado de boa qualidade. Não deixa em nada a desejar. No final ainda temos uma minibiografia de cada colaborador e origem do conto (foi surpreendente saber essas dados por se tratar de autores antigos mas conhecidos por mim). Vale à pena fazer um passei pelo "museu" das criaturas estranhas com um conjunto de seres escolhidos por Neil Gaiman. 
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Resenha #221: Boa Noite - Pam Gonçalves



Título: Boa Noite
Autor: Pam Gonçalves
Editora: Galera Record
Edição: 1
ISBN: 8501106690
Gênero: Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 240
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RESENHA


Iniciando no mundo dos romances, Pam Gonçalves, já muito conhecida pelo youtube como crítica dos livros, se arrisca em sua primeira obra. 'Boa Noite' é um livro leve, rápido e com uma mensagem que convenhamos, todo garoto deveria ler.
Alina é a típica garota estudiosa que sempre se centrou demais na vida acadêmica para pensar em algo mais pessoal ou casual como um romance. Agora, estando em pé de uma enorme mudança em sua vida, iniciando um curso na universidade que tanto desejava, ela terá que lidar com as modificações que sua rotina e seu pensamento devem sofrer. Mudar-se de casa e cidade é apenas o começo. O mundo de Alina é expandido de uma forma não antes imaginava por ela. O que ela idealizou como estudos e mais estudos vai muito além, de forma que a garota altera sua vida entre estudar, se divertir com os amigos e festas badaladas pela universidade. O que ela não esperava é que fosse vítima de tanta discriminação quando se pega sendo uma das poucas mulheres a se arriscarem no curso de Engenharia da Computação, fora que uma página de fofocas da universidade a ridicularizada na frente dos amigos e conhecidos. Agora, a menina que só desejava mudar e ser uma versão melhor de si mesma, precisará lidar com problemas da vida adulta em uma sociedade onde seu gênero é tão discriminado. Estaria ela pronta para enfrentar a realidade? Quem ela deve ser no fim de tudo isso?

Narrado em primeira pessoa, só posso dizer que as primeiras cem páginas do romance de Gonçalves me passaram um ar bem diferente de seu desfecho, de forma que boa parte da leitura fluía bem, mas parecia não acrescentar em nada, só ressaltar os dramas de uma adolescente um tanto quando anti social demais. A obra não é ruim, pelo contrário, como mencionei, é super leve, rápida de se ler, de maneira que você não consegue largar o livro e pode ser apreciado em uma sentada só. O problema comigo foi definitivamente a narradora. Não consegui me prender pelos dramas de Alina. Ela parecia fria até com as pessoas que tentavam lhe ajudar, ingênua demais, tomando decisões que até para o leitor, que não conhecia o restante da história, pareceriam irreais, fora de contexto; estupidez total. Alina me passou uma imagem de querer se igualar muito a visão que os outros constroem dela, escondendo seu eu verdadeiro, fator que não consegui digerir. Certos diálogos ela mais parece um robô, guiado a todo instante por decisões de terceiros. Um bom exemplo são seus relacionamentos, nunca notados por ela, só pelos outros; sempre ressaltado por uma amiga, como se ela fosse incapaz de compreender as intenções dos outros. Essa característica me chateou demais.

Para ser sincero, nenhum personagem em particular me conquistou. Gostei do desenvolvimento da autora, mas não me afeiçoei a nenhum, não conseguindo me identificar com seus dilemas. Alguns me pareceram mesquinhos demais; outros metidos demais, e assim por diante. De forma que 'Boa Noite' não trouxe um protagonista marcante a mim.

Particularmente, como disse, nas 100 primeiras páginas a visão que eu tive é que o livro não iria acrescentar em nada a mim, só se tratando de um romance juvenil bobinho e sem muito aprofundamento sentimental (porque as coisas acontecem muito rápida, tendo saltos de dias muito grandes). Mas da metade para o final, todo esse envolvimento dos personagens, em especial de Alina com as amigas, tem seu sentido. Gonçalves tratou de um tema que pessoalmente adorei. Trazendo o empoderamento e o feminismo, a autora desenvolveu a temática perfeitamente, tendo como pano de fundo algo pesado como assédio e abuso sexual. Consequentemente temos a visão nua e crua da sociedade machista na qual vivemos, retratando atitudes, que podem parecer absurdas, mas que no fundo, não são nada menos nada mais do que o realmente acontece. Então, por fim, me apaixonei pela temática. Ignorei todos o descaso que os personagens me geraram e fui realmente focar no que me interessava. A mensagem não só é forte, como também muito válida.
“Juntas somos muito mais forte!
'Boa Noite' talvez não seja o tipo de livro que um garoto vá realmente se identificar, pelo menos não quando se trata de personagens, mas tem um tema mais que importante e uma mensagem muito bem desenvolvida e marcante que todos deveriam ouvir, não só os garotos, para ampliar a mentalidade e compreender o que as mulheres sofrem, mas a garotas, para não se aterem a opressão e erguerem sua voz. Referenciando com bastante destaque a obra da autora Babi Souza: VamosJuntas? (ou pelo menos um movimento iniciado por ela no facebook), é mais que recomendado para todo.

Resenhado por:
David Andrade.

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Resenha #220: Uni-Duni-Tê - M. J. Arlidge


Título: Uni-Duni-Tê
Autor: M. J. Arlidge
Editora: Record
Tradução: Maurette Brandt
Edição: 1
ISBN: 9788501105264
Gênero: Thriller
Ano: 2016
Páginas: 322
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RESENHA


Sem palavras. É exatamente assim que estou. O novo lançamento da Editora parceira Record chegou em minhas mãos na quarta, comecei a ler na sexta de noite e acabei ele neste exato momento, sábado. Sim,  um livro de 321 páginas que não me prendeu completamente em uma trama muito bem construída e de revirar o estômago. 
O livro basicamente traz a tona um dos maiores desafios profissionais da detetive Hellen Grace, entender os padrões e prender um serial killer que vem praticando crimes horríveis. Ele basicamente usa uma van para sequestrar duas pessoas, tranca elas em algum lugar abandonado e as deixa lá até que decidam qual das duas deve morrer para libertar a outra. Um jogo macabro que mata uma pessoa e deixa a vida do sobrevivente completamente perturbada. Os casos começam a aumentar e a polícia faz poucos avanços, é assim que vamos descobrindo mais sobre a vida de cada personagem, suas lutas particulares, suas fraquezas e qual o objetivo desse assassino que vem assombrando a cidade. 

Talvez muitas pessoas tenham comparado o livro com a série de filmes Jogos Mortais, mas, talvez por nunca ter visto os filmes, achei o livro de uma originalidade surpreendente. A trama muito bem construída, os personagens complexos, absolutamente tudo foi se juntando para dar forma a um dos melhores livros que li esse ano. 

Os personagens são muito bem desenvolvidos, até aqueles que são bem figurantes acabam tendo um pouco de sua história revelada, quanto aos demais, suas vidas se mostram bastante complexas, fazendo com que um mundo de histórias secundárias girem em torno da história principal, deixando o livro ainda melhor. 

A escrita do autor é maravilhosa, rica em detalhes - as vezes um tanto quanto intragáveis -,  cheia de vida e energia, uma escrita que nos faz querer descobrir ainda mais o que está por vir e querer desvendar logo todos os mistérios do livro. 
Talvez o único problema foi o fato de uma personagem ter surgido no meio do livro e seu destino não ter ficado muito bem definido, no fim das contas eu acabei sem entender muito bem o porquê dela ter aparecido e o que acabou acontecendo, por mais que a função fosse só atrapalhar no andamento das investigações, acho que a construção dela deveria ter sido diferente. No entanto, esse pequeno detalhe foi realmente muito pequeno comparado a todo resto. O desfecho é muito inesperado e foi impossível não definir esse livro como favorito. 

A todos aqueles fãs do melhor do romance policial, formados em investigação por Dan Brown, Stieg Larsson, Nele Nehaus, Arthur Conan Doyle, Gillian Flynn e outros, simplesmente digo: LEIAM UNI-DUNI-TÊ. 

Resenhado por:
Maria Clara D.

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Resenha #219: Seeker - Arwen Elys Dayton

Título: Seeker
Subtítulo: A Guerra Dos Clãs #1
Autor: Arwen Elys Dayton
Editora: Fantástica Rocco
Tradução: Lucas Peterson
Edição: 1
ISBN: 9788568263402
Gênero:  Fantasia / Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 416
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RESENHA


Então, esse mês recebi em parceria com a Editora Rocco o novo lançamento da autora Arwen Elys Dayton, o primeiro livro da Trilogia O Clã dos Guardiões, Seeker.
Neste primeiro volume da série somos apresentados à Quin Kincaid, uma garota que treina com seu primo Shinobu Macbain e seu namorado John Hart para se tornar uma Seeker, algo que é considerado de grande honra para suas famílias e que também envolve muito mistério.

Todo o processo de treinamento é bastante árduo e é concluído com uma iniciação, que também é envolta de muitos mistérios. Apesar de ser seu maior sonho se tornar uma Seeker, Quin começa a perceber que há algo de errado quando sua mãe praticamente implora para que ela abandone tudo e fuja no dia da sua iniciação. Apesar dos apelos, Quin decide seguir em frente e descobre que tudo aquilo para que foi treinada é uma grande mentira e ser um Seeker não é nada daquilo que ela pensava que seria, muito pelo contrário, após a sua iniciação tudo que ela mais quer é fugir para o mais longe que ela conseguir e nunca mais olhar pra cara do seu pai. 
O livro foi bastante confuso da primeira até a última página. A autora dá muitos arrodeios para chegar a algum lugar e acaba te levando pra canto nenhum. Apesar de ser algo bem diferente e original, não me agradei muito. Fiquei confusa quanto ao local em que a trama se passava e com relação ao tempo em que tudo acontecia, dúvidas que só vieram a ser esclarecidas bem depois da página 50. Os personagens são bem construídos, mas não achei que tivessem muita personalidade. 

O livro se passa em vários lapsos de tempo, passado e presente na tentativa de nos explicar e situar, mas isso confunde bastante, demorei muito pra me situar na história e isso acabou atrasando um pouco a leitura. Demorei bastante para encontrar algumas respostas e claro que várias ainda ficaram em aberto para que seja possível haver uma continuação.

A narrativa é feita em terceira pessoa e cada capítulo alterna para mostrar o ponto de vista de um dos personagens. Os capítulos são de tamanho bastante razoável e a letra tem tamanho agradável para facilitar a leitura. 
A Rocco trabalhou numa edição muito linda, a capa realmente ficou ótima, bem como a diagramação interna, vale destacar que também não encontrei nenhum erro aparente, o que deixou o meu TOC bastante satisfeito com a edição.

No geral, o livro é interessante, mas é preciso ter muita força de vontade para superar uma parte bem chata no início, o que dura, mais ou menos, umas 100 páginas. Depois disso a história começa a fazer mais sentido, mas, até lá a leitura é bem difícil. 

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Resenha #218: Garota Gotic #2 - Chris Riddell


Título: A Garota Gotic e o Festival mais Assustador que a Morte
Série: Garota Gotic #2
Autor: Chris Riddell
Editora: Galera Record
Tradução: Janaína Senna
Edição: 1
ISBN: 9788501075710
Gênero:  Fantasia / Infanto-juvenil
Ano: 2016
Páginas: 240
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RESENHA

Recebi em parceria com a Galera Júnior o segundo volume da série Garota Gotic, desta vez contando a história do Festival Mais Sombrio que a Morte. O primeiro livro da série já tem resenha aqui no blog e, como todos vocês já sabem, é um livro infanto-juvenil muito fofo e cheio de bizarrices que conquistou um grande espaço no meu coração.
Neste volume Ada Gotic e todos os habitantes do Palácio Sombrio estão se preparando para um festival que ocorre todos os anos onde todos as pessoas vão para os jardins do palácio dançar e comemorar. O grande problema é que, o festival sempre ocorre um dia antes do aniversário de Ada, mas, todos os anos a data é esquecida por todos. 

O Lorde Gotic sai para a turnê de lançamento de seu livro e deixa todos ajudando nos preparativos do festival, que este ano também vai contar com o grande concurso Mão na Massa, onde os mais famosos cozinheiros vêm apresentar suas criações, além de famosos pintores. Neste grande entra e sai de pessoas no palácio, algumas coisas estranhas começam a chamar a atenção da pequena senhorita Gotic, no entanto, todos os seus amigos e integrantes do clube do sótão estão ocupados e cheios de afazeres para deixar tudo pronto para festa e a garota acaba ficando sozinha para desvendar tudo que está acontecendo. 

O livro está bastante divertido, muito melhor que o primeiro, devo confessar. Apesar de serem livros pequenos e rápidos, demorei bastante para ler o primeiro, diferente do segundo, que terminei em apenas um dia. No geral é um livro muito fofo, as ilustrações são incríveis e só por isso o livro merece cinco estrelas, a história não é tão elaborada assim, já que é voltada para um público mais novo, mas, de qualquer forma é uma linda forma de entretenimento. 
A Editora Galera Record está de parabéns pela edição, bastante semelhante a anterior, manteve a qualidade tanto das ilustrações como do texto em si. Creio que o único ponto negativo que tenho a atribuir é o fato de que é praticamente impossível ler o livro sem amassar a lombada, então, se você é como eu e que faz de tudo para ler sem machucar o livro, sua leitura vai ser bastante desconfortável neste sentido e, no final das contas, você vai acabar amassando a lombada de um jeito ou de outro. 
Resumindo, o livro é incrível e se você gostou do primeiro, o segundo vai ser ainda melhor. Para quem ainda não leu o primeiro, acho que dá para ler o segundo tranquilamente, apesar de algumas pequenas referências ao anterior, o segundo volume não é dependente do primeiro. 

Resenhado por:
Maria Clara D.

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Resenha #217 :Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas

Título: Corte de Névoa e Fúria
Série: Corte de Espinhos e Rosas # 2
Autor: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
Edição: 1
ISBN: 9788501076601
Gênero:  Fantasia / Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 658
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RESENHA


“O amor pode ser um veneno."
Feyre enfrentou batalhas arrasadoras Sob a Montanha. Enfrentou provações que jamais imaginou enfrentar e lutou a todo custo para proteger aqueles que amava. Esses sacrifícios destruíram ela completamente. Agora, meses depois, precisa tentar lidar com as cicatrizes que sobraram depois de tanta angustia e dor. Sua relação com Tamlin não anda bem ultimamente. Sentindo-se cada vez mais sufocada, perseguida pelos pesadelos de um passado que não quer se esquecido, a garota começa a fazer novas descobertas sobre si e o quão diferente está após tudo que aconteceu. Presa ao trato que assinou com o Senhor da Corte Noturna, ela senti-se dividida. Por mais que tenha lutado por Tamlin, não pode negar que sente-se livre e diferente ao lado de Rhysand. Quais caminhos seu futuro deve seguir? Beirando uma nova guerra entre os féericos e os humanos, Feyre não será apenas uma forte aliada, como também a chave para talvez, salvar o mundo que conhece. No primeiro livro ela lutou pelo seu amor... Agora precisará lutar pela sua liberdade.
Embora o livro anterior não tenha me agradado tanto, é com confiança que digo que o segundo superou, melhorou e tornou o ar da história muito mais voltado para a fantasia que eu esperava encontrar. Sarah J. Maas fez um trabalho impressionante reconstruindo tudo o que conhecíamos. Se você é fã de 'Trono de Vidro', provavelmente vai identificar elementos das mesmas rupturas que a saga tem. Em 'Corte de Névoa e Fúria' temos uma leitura recheada de momentos eletrizantes, cheios de novidades com um romance forte e atraente.

“Palavras demais; eu tinha palavras demais em mim."
Narrado em primeira pessoa, iremos acompanhar o desenrolar da história justamente de onde o último acabou, poucos dias após o desfecho de 'Corte de Espinhos e Rosas'. Sem me ater muito aos detalhes para não dá spolers, posso dizer que a primeira parte desse segundo volume, a mim, foi a mais interessante. Dividido em dois grandes momentos, 'Corte de Névoa e Fúria' faz o leitor mergulhar ainda mais fundo na personagem e conhecer as consequências de tudo que restou dela depois de tantas provações enfrentadas. Veremos duas Feyre diferentes se mostrarem nesse livro e isso é um aspecto extremamente interessante. Maas não economizou esforços para retratar da maneira mais crua possivel todas as cicatrizes que a protagonista passa a carregar após sua luta com a vilã no livro anterior. Teremos uma amplitude ainda maior de construção psíquica, de forma que você conhece a narradora ao fundo.
“Há dias bons e ruins para mim. Mesmo agora... Não deixe que os dias ruins vençam."
Como mencionei acima, esse segundo volume também rendeu uma imensa ruptura em tudo que já conheciamos. Aqui o coração de Feyre volta a ficar dividida na formação do triângulo amoroso da série, e por mais que eu odeie esse clichê, nessa obra em particular, Maas soube construir bem as repartições, sem deixar os relacionamentos abertos ou forçados. Pelo contrário, tudo vai acontecendo com tantas espontaneidade que o leitor se pega sem saber para quem torcer ou como lidar com os dilemas da protagonista. Por um lado temos o personagem Tamlin, por quem passamos o livro anterior inteiro conhecendo e aprendendo a gostar; por outro temos Rhysand, um personagem que roubou cena já no primeiro livro e agora retorna como figura de extrema importância na obra, entrelaçando-se no contexto e sendo amplamente explorado durante toda a narrativa.
O livro tem nada menos, nada mais que quase 700 páginas (é um tijolo), e confesso, que infelizmente, comigo, a leitura não fluiu, a todo instante, como o esperado. Em algumas partes eu empaquei um pouco devido a todo o foco que a autora forneceu ao romance, transformando algumas passagens em repetitivas ou desnecessárias. Maas constrói tão bem a relação de  Rhys e Feyre durante as 200 primeiras páginas, que as 200 últimas se tornam irrelevante. Talvez, essa ressalta para o envolvimento dos dois tenha sido uma jogada para mostrar ao leitor a intensidade com que tudo acontece. E acreditem, esses dois pegam fogo! O livro, com certeza, não está recomendado, pelo menos para mim, para leitores menores de 18 anos, já que as cenas de sexos são explícitas, até demais. Esse foi um ponto que me deixou desconfortável, devido a tanta informação, descrição e espaço que esses trechos possuem na obra. Além disso, uma cena em particular, gerou também uma antipatia gigantesca em mim, chegando a ser grotesca demais, causando-me um pouco de náusea. Como eu disse, Maas quis ser o mais polida possível; crua, tornando certos instantes da leitura, extremamente fortes e pesados, para uma leitura, que ao começo, pareceu tão mais leve. Só digamos que essa cena de "pegação" mais pareceu um estrupo.

Mas tirando esse fator da sexualidade (que não me agrada muito, já que ao meu ver deixa as coisas um tanto banal quando é muito descrito), eu amei, em especial, a construção dos personagens secundários, e a ênfase para o seu crescimento durante o enredo. Todos foram bem descritos, acrescentados e explorados, e embora o foco não seja os seus passados, a autora também investiu alguns capítulos para mostrar mais deles, trazendo diálogos divertidos ou memoráveis. Sua exploração aos coadjuvantes não é menos do que brilhante.
A edição, muito bem produzida, vem recheada de detalhes que fazem toda diferença no conforto visual do leitor. Tendo capítulos marcados com desenhos especiais, mapa e uma capa realmente atrativa, o único ponto na diagramação que não me agradou muito, ou que achei que foge ao contexto, foi a palheta de cores, e não que tenha ficado feia, mas porque realmente não combinaram, no meu pensamento, com o que o livro trata, de forma que acho que as cores dessa capa se assemelharia melhor na do primeiro, e a do primeiro no segundo (tem relação com as Cortes de fadas envolvendo os personagens Tamlin e Rhysand). Digamos que elas refletem um pouco da personalidade que os personagens masculinos do triângulo mostram ter em seus territórios. Como esse livro centra  Rhysand, o roxo da primeira capa, teria se acentuado mais, eu acho.

“Quando se passa tanto tempo preso na escuridão, se percebe que a escuridão passa a olhar de volta."
Sem muito mais enrolar, 'Corte de Névoa e Fúria' trabalha não só o crescimento da personagem, mas seu empoderamento. Embora seja um livro de romance, nesse segundo volume fica claro que Feyre está muito acima desse triângulo e que ela tem potencial para evoluir ainda mais. Visualizamos uma crítica a uma sociedade machista, opressora, que faz a distinção pelo gênero, e ao mesmo tempo, uma  protagonista que tenta enfrentar, combater, esses costumes arcaicos que permeiam seu novo mundo. Com certeza, não menos que brilhante, mas imperdível para os fãs de fantasia, romance, e também, talvez, os leitores de eróticos, embora esta não seja a principal temática tratada aqui.

Resenhado por:
David Andrade.

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Resenha #216: A Cor Da Coragem - Julian Kulski

Título: A Cor Da Coragem
Autor: Julian Kulski
Editora: Valentina
Edição: 1
ISBN: 9788565859721
Gênero: Diário / Relato de Guerra
Ano: 2016
Páginas: 416
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RESENHA


A Cor da Coragem poderia ser apenas um diário qualquer de um jovem que começou a escrever no início de sua adolescência. Mas o que ganha destaque nas palavras de Julian Kulski, autor da obra, é seu contexto histórico-social. Se passa durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia tomada pelos Alemães.
As primeiras entradas do diário se dão em agosto de 1939 quando ele tinha apenas dez anos de idade. No mês seguinte, a Alemanha invade a Polônia e começa a Segunda Guerra Mundial. Havia muitos escombros quando Varsóvia entregou as armas se rendeu, assim a situação só piora. Na época, o pai de Julian era vice prefeito de Varsóvia e Julian um escoteiro.

Ao longo das mais de 400 páginas, vamos percorrendo lugares juntamente com Kulski e seus colegas. No início, ele já tem convicção de que quer lutar e defender seu país, mas não porta nem recursos para tal e nem força devido a sua pouca idade. O máximo que ele faz é dar informações erradas aos soldados alemães e derrubar placas que eles constroem, coisas que só vão tomar o tempo do inimigo.

Nesses sete anos de Guerra, Julian passa por uma forte transformação e amadurecimento precoce. Para ter uma ideia, aos 12 anos ele já portava uma arma na mão e lutava contra o inimigo. Posteriormente foi recrutado para a Resistência (o exército da Pátria), por seu ex mestre de escotismo. A partir de então, passou a participar de missões secretas no Gueto e de levantes contra o inimigo. 
Diferente de O Diário de Anne Frank, que ficou enclausurada, Julian passa boa parte desse tempo em "liberdade"; nas ruas de Varsóvia, no Gueto contribuindo no front, no olho por olho e até mesmo preso de guerra. Mas nem por isso devemos enaltecer mais uma do que a outra obra. Na realidade, são relatos que se complementam e nos dão um panorama maior do que aconteceu. O que fica é o sentimento de que isso nunca deveria acontecer e a mensagem de que nunca deverá se repetir.

Quando estamos lendo, sentimos na pele o que o autor passa e torcemos muito para que tudo fique bem, no entanto, as tragédias, as perdas próximas vão nos desmotivado e nos fazendo pensar em quão desumanos os Alemães foram. Só no Gueto, como ficou conhecido o local onde foram levados os menos privilegiados, descriminados pro raça, etnia ou cor, morreram milhares de pessoas vítimas da fome, da miséria, de torturas, enforcamentos, fuzilamento em massa... sem contar nos que eram mandados para os campos de concentração onde tinham como destino a escravidão ou as câmeras de gás. 
Só que Julian persistiu, porque ele foi muito forte e determinado em busca não só de sua liberdade, mas de sua nação que ali estava perdida a mercê da morte resultante do tratamento que os Alemães de um lado dava e do outro a Rússia.

Felizmente, o autor conseguiu sobreviver e publicar o seu relato em uma edição super luxuosa publicada aqui no Brasil pela editora Valentina. A leitura é enriquecida com muitas fotos e mapas que nos situam, enquanto também nos fornece códigos QR que nos levam à vídeos relacionados com os fatos narrados. É uma leitura importante e necessária.

Até logo,
Pedro Silva

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#Semana Peculiar - Editora Intrínseca: Filme vs. Livro

Hello peoples, voltei! Dando encerramento ao último dia da Semana Peculiar, hoje trouxe para vocês uma resenha do primeiro livro da série, e aproveitando o clima, juntamente a resenha, uma comparação como filme! Prontos para se aventurar em uma nova fantasia?



'O Orfanato da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares' foi um livro, que a primeira vista, me deu uma sensação diferente, esperando que encontraria uma obra mais voltado ao terror básico/suspense. O mesmo não posso dizer ao fim da leitura. Com uma pegada bem infantil, o livro é bom, mediano, mas perdeu bastante pontos comigo devido a total foco que deu ao romance, tornando diversas partes monótonas e sem graça.

Uma tragédia familiar lança Jacob Portman em uma viagem de descoberta rumo a uma ilha quase abandonada na costa do País de Gales. Jake quer descobri quais mistérios seu avô guardava e que envolvimento ele pode ter com os monstros que aparecem para ele. Essa busca o levará ao orfanato onde o avô morou na sua infância e adolescência antes de combater na segunda guerra mundial. O que Jake não suspeita é que todas as histórias e fotografias estranhas que ele tinha e mostrou, são verdadeiras. Um novo mundo surge para o garoto, de forma que os mistérios que ele está tentando descobrir serão desvendados e novos perigos revelados.


Narrado em primeira pessoa, o primeiro volume da trilogia não tem grandes momentos de ação, tirando o final, mas garante uma leitura leve e rápida, apesar de todos os empecilhos. A narrativa de Ransom Riggs é muito leve, de certa forma, até simpática, sempre convidando o leitor a continuar, embora o teor do livro em si, seja um tanto quanto pesado. O autor, diferentemente do que aconteceu na adaptação, não tentou suavizar tanto assim o lado mais sombrio e maquiavélico que sua trama guarda. Algumas cenas são capazes até de causar certo arrepio. O jogo de texto e imagens, ao longo do livro, só engrandece a ideia de que realmente mergulhamos na obra e nos apropriamos do mundo de Riggs.

Gostei particularmente da ponto central da obra, mas confesso que dois aspectos reservados me chatearam um pouco. O primeiro é logicamente o romance, como já mencionei acima. Gosto de romance em livros, ou pelo menos não dou tanto importância quando eles são rápidos e naturais. Com esse primeiro volume da trilogia, eu não senti essa leveza. O romance que acontece entre Jake e outra personagem se tornou um tanto quanto forçado ao meu ver, como se a história precisasse realmente desse envolvimento para acontecer, o que não é o caso. Riggs tem todo um plano de fundo ótimo para explorar, mas foca-se muito no relacionamento desse protagonista e acaba criando alguns momentos de monotonia na leitura.
O outro ponto que não me agradou foi a pouca exploração que os personagens secundários ganharam. Eles estão sempre presentes na trama, mas não conhecemos a fundo suas histórias, origens ou até seus desejos. O foco fica todo sobre o protagonista, sendo que temos coadjuvantes muito mais interessantes, como é o caso de Millard e Enoch, doiss personagens por quem realmente me apeguei e gostaria de saber mais. Talvez o total foco para o envolvimento romântico do personagem principal tenha gerado esse  gasto de tempo excessivo sem que fosse dado espaço para os outros se mostrarem.

Possa ser, entretanto, que o romance não lhe chateie tanto assim. A mim, a garota envolvida nesse par não me desceu muito também. No começo achei Emma uma personagem forte, destemida, mas depois ela se transformou em algo muito superficial, como se a partir do momento em que começa a se relacionar com Jake, vivesse inteiramente pra ele (síndrome da Bella) e suas decisões passam a ser sempre sob medidas das dele.

Os méritos que não podemos tirar do autor é justamente o relacionamento de Jake com seu avô e pai. Foi uma construção muito interessante, até porque os pais, geralmente em YAs, quase são presenças mortas. Riggs resolveu apostar na realidade e colocou a família como barreira para o garoto enfrentar, por isso, a mim, 'O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares' passou a impressão de ser uma leitura sobre crescimento pessoal, amadurecimento. Vemos Jake fazer a jornada do herói, saindo dos braços da família e tornando-se o responsável por todos a sua volta, em uma batalha realmente cruel. Riggs não foi menos que magnifico nesse aspecto. A construção familiar que ele impõem em sua trama ficou bem resolvida, cheia de nuances de mistérios e segredos; verdades e mentiras.

No mais, como mencionei, foi uma leitura mediana, de forma que eu não sabia exatamente o que mais me agradou e o que menos me agradou, não modificando o fato de que me cativei pela mitologia demonstrada pelo autor e todo o clima meio gótico que a obra tem. Com uma edição muito legal, cheia de imagens ao longo do texto, e uma narrativa fluída, apesar dos empecilhos que tive com o romance, 'O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares' foi uma leitura divertida e interessante, dando espaço a uma série que vou sim, continuar.


Então pessoal, um dia após terminar a leitura, eu fui ao cinema curtir a adaptação, e diferentemente do que muitas pessoas acharam, eu realmente me diverti. Dúvida que não quer calar: está diferente? Sim e não. O começo do longa é bem fiel ao livro, de fato que você vê diversas cenas com pouquíssimas alterações do que tinha sido contato logo no comecinho da obra. Infelizmente, para os conservadores do material original, o negócio desanda um pouco mais a frente, quando as mudanças ficam extremas e seguem a linha “Percy Jackson e o Mar de Monstros” que começa bem, mas desmantela ao fim.

Algumas cenas semelhantes são os primeiros contatos de Jake com o avô, ou suas idas ao psiquiatra, ou sua chegada a ilha dos peculiares e a forma como ele tem o primeiro contato com eles, dentre outras que vão acontecendo, raramente, durante o decorrer do enredo.
Um ponto chato na verdade foi à produção ter alterado o dom de alguns personagens. No livro conhecemos duas garotas: Olive e Emma. Ambas são peculiares, sendo que a primeira possui o dom de flutuar enquanto que a outra cria chamas. Emma torna-se, logo no começo, o interesse amoroso do protagonista Jake. No filme, porém, essas personagens tem seus dons trocados, e a Emma da adaptação tem o dom de flutuar e controlar o ar a sua volta, tornando-se o foco do romance com o personagem de Asa Butterfield.

A batalha final também ficou bastante diferente do livro, de forma que a adaptação não deixa tanto espaço para uma continuação.

Apesar de tudo, “O Lar das Crianças Peculiares” é uma ótima pedida, e embora não seja fiel ao livro (quase nenhuma adaptação é) que deu origem, ao meu vê, é possível sim, gostar tanto da adaptação, quanto da obra. Tendo cenas cheias de adrenalina e ação, trazendo o companheirismo e conversação entre os personagens, pode gerar um frio na barriga do telespectador e garantir diversão mediana.
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#Semana Peculiar - Editora Intrínseca: A Minha Peculiaridade!

Olá, Pessoal. Tudo bem? Essa semana para promover a Trilogia O Lar das Crianças Peculiares, convidamos o David para escrever acerca da obra e qual peculiaridade ele gostara de ter. Esperamos que gostem.


A MINHA PECULIARIDADE

Se você for leitor do blog dos meninos, você deve estar se perguntando: quem é esse outro ser que acabou de postar algo aqui? Então pessoal, para quem ainda não me conhece, eu sou o David e vira e mexe, eu faço uma participação especial por cá (sou atrevido mesmo) para resenhar livros. Dessa vez porém, o convite foi para escrever dois posts para a semana especial que está sendo organizada pela Editora Intrínseca, parceira aqui do blog. Intitulada como Semana Peculiar, de 10 a 14 outubro, os parceiros da editora estão aproveitando para falar um pouco sobre o mais novo sucesso de fantasia/terror básico da editora. Você já conhece O Lar das Crianças Peculiares? Não? Então a partir de agora vai conhecer! Seja bem vindo a Semana Peculiar do DCNL e prepare-se para embarcar no mundo criado por Ransom Riggs.

Bem, para você que ainda não conhecia o livro, lá a gente conhece uma galerinha que possui poderes; na verdade, em grande parte, crianças e adolescentes. Esses super humanos vivem escondido da humanidade, evitando qualquer passo em falso para não se depararem com pessoas ou outros seres que possam lhes fazer mal. Cada lar onde essas crianças vivem é cuidado por uma mulher, que age como uma espécie de diretora. Na trama do primeiro livro, uma tragédia familiar lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas.

Em suma é exatamente isso que iremos acompanhar na trilogia. Para esta quinta feira, um tema específico foi selecionado pela editora. Como dito acima, os parceiros receberam um cronograma que estabelecia diferentes temas para cada dia da semana. O de hoje é uma pergunta: qual peculiaridade você mais gostou ou gostaria de ter? Bem, ser peculiar é meio que ser único, possuir uma característica só sua. Se eu tivesse que escolher uma peculiaridade para ter, eu adoraria ter o dom de voar. Porque eu gostaria de voar? Acho a habilidade muito útil para quem às vezes se senti preso ou sufocado. Imagine ter a sensação de flutuar pelos céus, como os pássaros. Eu pessoalmente ia adorar isso *-*


Claramente que ao longo da trilogia iremos conhecer diversos personagens que apresentem diferentes poderes. Que tal conhecer alguns?

   
  

O primeiro e mais importante é Alma LeFay Peregrine, nossa Srta. Peregrine, que é chamada de Ymbryne, uma das mulheres capazes de mudar de forma e manipular o tempo. Em seu lar, ela abriga Emma Bloom (Menina com o poder de produzir fogo com as mãos), Bronwyn Bruntley (Menina absurdamente forte), Millard Nullings (Menino invisível), Olive Abroholos Elephanta (Menina mais leve que o ar), Horace Somnusson (Menino que tem visões e sonhos premonitórios), Enoch O’Connor (Menino capaz de dar vida aos mortos por curtos períodos de tempo), Hugh Apiston (Menino capaz de controlar e proteger as muitas abelhas que habitam seu estômago), Claire Densmore (Menina com uma segunda boca na parte de trás da cabeça) e por fim Fiona Frauenfeld (Menina capaz de fazer as plantas crescerem).

Eu amo o dom da Emma, achando ele, sem dúvidas o mais legal. Claro que esses são apenas alguns personagens e peculiaridades que apareceram ainda no primeiro livro. Ao longo da trilogia teremos muito mais. Vale atiçar sua curiosidade, de forma que você saiba que o protagonista, Jake, também é especial, mas para descobrir o que ele faz, você terá que ler.

Se você não conhecia a coleção, temos 3 livros principais e 1 livro extra. A trilogia é formada pelos seguintes títulos: “O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, “Cidade dos Etérios” e “Biblioteca das Almas”. O quarto título e extra é chamado de “Os Contos Peculiares”. 

   

Agora me digam vocês: qual peculiaridade gostariam de ter?

Post escrito por,
David Andrade.