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Resenha #210: Lugar Nenhum - Neil Gaiman

Título: Lugar Nenhum
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Tradutor: Fábio Barreto
Edição: 1
ISBN: 9788580578997
Gênero: Romance Estrangeiro / Fantasia
Ano: 2016
Páginas: 336
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Avaliação: 





RESENHA


Em Lugar Nenhum, Neil Gaiman criar uma nova Londres oculta embaixo da tradicional que todos conhecemos. Seja por meio de fotos, ou através de imagens. O personagem principal, Richard Mayhew é um jovem que leva a vida cotidiana em uma grande cidade. Tem um trabalho onde seu escritório é todo enfeitado com pequenos trolls de brinquedos e uma noiva (Jessica) pela qual acha que é apaixonado. Ele é super desorganizado, seu apartamento é todo revirado com tudo fora do lugar e seu tempo pouco bem planejado. 
Antes de ir à um jantar importante com Jessica, Richard se depara com uma jovem ferida e debilitada. A noiva acha que é apenas uma mendiga qualquer, mas sensibilizado, o homem resolve ajudar Door, uma jovem que foge dos assassinos de sua família, levando-a para casa. É a partir desse ato de extrema bondade que Richard tanto perde a sua noiva (que estava preocupada com o jantar) quanto deixar de fazer parte do mundo superior. Ele vai descobrir a existência de uma nova Londres onde há uma sociedade cheia de perigos e mistérios. Como um fantasma na Londres de cima, Richard precisa encontrar um meio de voltar, enquanto Door quer saber quais segredos envolvem a morte de sua família e os comandantes desse massacre.

Em uma narrativa em terceira pessoa e uma escrita envolvente, Neil Gaiman constrói um universo tratando-o de maneira muito madura e complexa. São várias tribos que residem nesse novo mundo, cada qual realizando uma atividade complementar e que contribui para o andamento das engrenagens. Há uma espécie de mercado das pulgas, chamado Mercado Flutuante, onde as pessoas podem fazer todo o tipo de negocio. O que o torna muito perigoso e por isso nunca acontece no mesmo local. 
Os personagens centrais são maduros. As dores de Door são fortes e compreensíveis. A garota perdeu todos que amava, mas nem por isso fica chorando pelos cantos. Pelo contrário, jura encontrar quem fez isso e luta com sangue no olho para tal. Richard tem seu lado desleixado e cético que irrita um pouco no início. Mesmo presenciando os fatos, ele ainda tenta argumentar contra, mas logo isso muda e ele vai amadurecendo conforme o desenrolar da trama.

O único ponto que foi menos plausível coube aos vilões da obra. Em determinados momentos eles abriram espaços para que os mocinhos da trama fugissem da morte. Lógico que nessa luta de bem contra o mal, estamos torcendo para o bem, só que Gaiman poderia ter deixado isso um pouco mais duro. Talvez seja característica dos vilões esse lado durão e ao mesmo tempo bobões.Também o personagem Marquês de Carabás (não o de "O Gato de Botas") que é bem caricato, no entanto, lembrando o Colho Branco de Alice no País das Maravilhas, funciona bem quando consegue ser responsável com o que promete fazer (mesmo que por meios bem fora dos moldes).

Encontramos facilmente ligação com o nonsense de Alice no País das Maravilhas e com O Mágico de Oz e a vontade que os personagens tem de conseguir o que desejam (coragem, coração, ir para casa, cérebro). 

Por fim, Lugar Nenhum é uma obra rica que sabe controlar o tom certo de fantasia sem sair muito do mundo real. O leitor que se aventurar irá encontra aqui uma leitura prazerosa e divertida.
Sobre a diagramação: encontrei alguns errinhos de letras trocadas, mas nada que atrapalhe a leitura. A letra segue o padrão da Intrínseca em folhas amareladas. Já a capa recebe um acabamento fosco, muito bom e resistente por sinal. Na folha de guarda há o mapa do metrô de Londres para situar o leitor. Para não esquecer, há ainda um material extra com algumas histórias que o autor escreveu posteriormente no mesmo mundo e com alguns personagens que vale conferir.

Até logo,
Pedro Silva




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{Novidades}: Últimos lançamentos da editora Tordesilhas

Olá, leitores.

Hoje trago para vocês dois livros que a Editora Tordesilhas está lançando. Trata-se de duas obras bem opostas, mas que prometem ótimas leituras.

O primeiro deles é Liturgia do Fim, um livro escrito por uma autora conterrânea nossa do De Cara Nas Letras chamada Marilia Arnaud. A autora paraibana vem sendo extremamente elogiada por autores já consagrados como Maria Valéria Rezende e Luiz Ruffato. Liturgia do Fim está sendo colocada lado a lado de Lavoura Arcaica do autor Raduan Nassar que venceu o Prêmio Camões 2016. Confira um pouco mais sobre o seu romance na sinopse:

SINOPSE

Inácio, escritor e professor universitário, um homem assombrado pela memória e pelos fantasmas de um segredo familiar, abandona a mulher e a filha, as salas de aula e a literatura para voltar a Perdição, lugar onde nasceu e viveu até os 18 anos. Com essa idade foi expulso de casa pelo pai, um homem rude e autoritário que educou os filhos com rigor e frieza. Numa narrativa descontinuada e sinuosa, em que presente e passado se alternam e se misturam, Inácio narra a infância e a adolescência em Perdição, a vida em família, a relação difícil com o pai, o terno entendimento com a mãe, a obsessão pela tia louca, os medos noturnos, o primeiro e único amor, a paixão pelos livros.

Liturgia do fim traz um enredo bem construído. A autora, Marilia Arnaud, mostra um domínio excepcional da língua, com uma prosa lírica e um vocabulário de extraordinária e rara beleza, que, conforme diz a também escritora Maria Valéria Rezende, vencedora do prêmio Jabuti 2015 na categoria Livro do Ano de Ficção, “escapa de maneira brilhante de uma das armadilhas que ameaçam boa parte de nossa literatura, o achatamento e encurtamento de nossa extensa e preciosa língua, em nome de uma suposta oralidade”.

A CRÍTICA

Marilia Arnaud
“Liturgia do fim é o livro mais triste e mais bonito que li pelo menos nestes últimos dois anos! Raduan Nassar que se cuide, porque você foi muito mais fundo! E me deixou delirando com a riqueza e ousada liberdade do seu vocabulário, nesses tempos de sistemático empobrecimento da língua a título de ‘contemporaneidade’! Não achei uma linha em que eu pensasse ‘aqui podia ser melhor’.”
Maria Valéria Rezende, escritora, vencedora do prêmio Jabuti 2015 
nas categorias Romance e Livro do Ano de Ficção.

“Observe como a autora alterna, com absoluta competência, narrativas ditadas pelo ponto de vista masculino e feminino, sem que, em momento algum, suspeitemos da veracidade do que estamos acompanhando.” 
Luiz Ruffato, escritor, sobre o romance Suíte de silêncios

“Terminei de ler o romance Suíte de silêncios, de Marilia Arnaud, escritora que mora em João Pessoa. Um primor de narrativa. A protagonista é fascinante. Recomendo com entusiasmo e admiração.” 
Stella Maris Rezende, escritora

Lançamento de Liturgia do Fim em Campina Grande

No próximo dia 29,  a autora Marilia Arnaud lança Liturgia do Fim em Campina Grande:




O segundo lançamento recente pela Alaude foi escrita a quatro mãos pela dupla dinamarquesa A. J. Kazinski intitulado Santa Aliança. Para quem não está lembrado, a editora já trouxe outros dois livros da dupla, sendo O último homem bom e O sono e a morte. Santa Aliança promete trazer mais um thiller eletrizate com leitura fluida e cheia de reviravoltas, misturando ficção, realidade e teorias da conspiração que pode agradar fãs de Dan Brown e Ken Follett. Confira:

SINOPSE

Eva Katz tenta recomeçar a vida após o fim de sua carreira como jornalista e a morte do namorado na guerra do Afeganistão. Em seu primeiro dia de trabalho numa creche em Copenhague, ela não resiste à tentação de investigar a verdade sobre um crime relatado em um desenho infantil. Entretanto, na busca da verdade, Eva acaba mexendo com instâncias muito poderosas da sociedade dinamarquesa, e o que antes parecia um incidente isolado se revela como parte de uma rede de segredos que remontam à formação da Santa Aliança, uma coligação monárquica criada no século XIX. Este thriller eletrizante é o terceiro da dupla A. J. Kazinski, que já lançou os livros O último homem bom e O sono e a morte pela Tordesilhas. 







SOBRE O AUTOR: 

A. J. Kazinski é o pseudônimo dos escritores dinamarqueses Anders RønnowKlarlund e Jacob Weinreich, que colaboram pela segunda vez numa produção literária. Seu dois primeiro livros, O último homem bom e O sono e a morte, foram publicados pelo Tordesilhas em 2012 e 2013, respectivamente.







Conta pra gente qual te interessou mais nos comentários. Adoraria saber


Até logo,
Pedro Silva


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Resenha #209: George - Alex Gino

Título: George
Autor: Alex Gino
Editora: Galera Júnior
Tradutor: Regiane Winarski
Edição: 1
ISBN: 9788501077677
Gênero: Romance Estrangeiro / Ficção Infanto-Juvenil
Ano: 2016
Páginas: 144
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RESENHA


George é uma criança que está no ensino fundamental. Ela adora ir para casa, se esconder no banheiro para admirar as suas revistas de moda que ficam guardadas em sua bolsa de brim. Isso é algo que ela faz escondido de seu irmão e de sua mãe. Mas o grande porém, é que ela não se identifica com o corpo que nasceu. George nasceu no corpo de menino, no entanto ela sabe que por dentro é menina e se sente como tal. Tudo o que ela deseja no momento é conseguir o principal papel feminino(Charlotte, a aranha) na peça "A menina e o Porquinho" do escrito E. B. White, que a sua professora está organizando no colégio, para provar as pessoas quem ela realmente é. Mas a professora não quer permitir, tanto por ter outras meninas "de verdade" quanto por ela "ser menino". Com a ajuda de Kelly, a sua melhor amiga, George irá enfrentar as dificuldades de quem ainda está se descobrindo, mas sabe de si, numa luta constante por espaço e aceitação em um mundo onde cada vez mais precisamos de representatividade.
Alex Gino certamente traz para o mercado editoral representatividade. Em sua obra a mensagem que fica é a de que só quando quem está à margem consegue obter voz (mesmo com a implicância dos que são contra), é que conseguimos quebrar um pensamento arcaico. Isso porque, quanto mais se fala de um tema, quanto mais se discute, mais conhecimentos adquirimos acerca dele e a maior consequência disso é a empatia de se colocar no lugar do outro para assim entendê-lo. Na obra "George", nos colocamos na pele dessa garotinha que não se vê em nenhum momento confortável com as roupas que veste, com o corpo que tem, com o tratamento que recebe e muito menos com a forma que os outros esperam que ela se comporte.

Narrado em terceira pessoa, vamos acompanhar uma pequena parcela da vida de dessa personagem em uma trama curta e com poucos núcleos (apenas o escolar e o familiar). Na escola ela enfrenta as dificuldades de usar um banheiro do qual não se sente confortável, sofre bullying dos colegas e outros embates. Em casa, convive com a dualidade, em que se esconde para ser quem ela é.

O livro é muito direto e possui uma linguagem simples e diria que até didática em determinados pontos. De forma lúdica, através da peça, o autor consegue conscientizar as crianças e os menos conhecedores do assunto. O que ganha destaque é que, apesar de ser um tema em que os finais são tristes, o autor consegue se diferenciar e procura retratar algo que, mesmo com o preconceito, ainda assim, tem seu momento de esperança na humanidade. O que é um diferencial em uma realidade cada vez mais triste e que todos conhecemos porque casos assim, onde não terminam bem, são os primeiros a ganhar espaço no noticiário. Mostrar algo alegre, só nos diz que é possível sim, ser feliz sendo quem somos.
Se você quer se inteirar de como é a cabeça de uma criança transsexual, "George" está aí para isso. Porém, não espera uma obra magnifica, ao contrário, é até simples. É uma leitura que fazemos pelo tema e que vale muito a experiencia por ser uma leitura tocante e prazerosa.

Até logo,
Pedro Silva




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Resenha #208: O Herói Improvável da Sala 13B - Teresa Toten


Título:  O Herói Improvável da Sala 13B
Autor: Teresa Toten
Editora: Bertrand Brasil
Tradutor: Rodrigo Abreu
Edição: 1
ISBN: 9788528620603
Gênero: Romance Estrangeiro / Ficção
Ano: 2016
Páginas: 320
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RESENHA


Humanamente tocante, tendo uma narrativa leve, bem semelhante ao um chick-lit, mas tratando de tons pesados sobre uma doença completamente perturbadora, 'O Herói Improvável da Sala 13B' é um livro doce, apaixonante e muito viciante.
Adam Spencer Ross está a beira de pirar. Depois de mais um surto com sua esquisitice por causa de seu TOC, sua mãe e o restante de sua família acredita que um grupo de apoio talvez seja a solução "milagrosa" que todos procuravam,  de forma que o garoto possa liberar toda a ansiedade que lhe domina diariamente e causa suas compulsões. Eles não poderiam estar mais errados... E ao mesmo tempo mais certos. Quando Robyn Plummer se junta ao grupo, Adam perde seu chão. É com ela que ele quer ficar; é a ela que ele quer salvar e proteger, sendo seu Batman para a sua Robin. Mas em meio a tantas loucuras que existem em sua vida (irmão mais novo também com TOC, pai distante e mãe neurótica), seria ele capaz de resistir a essa paixão e se passar por um garoto normal?

Narrado em terceira pessoa, a história de Teresa Toten é viciante e envolvente. Tratando de um tema complicado como os sintomas do TOC, a autora consegue pincelar a narrativa entre momentos de muito humor e leveza, com cenas realmente mais densas, emotivas. Sua construção de personagens e de trama são realmente sólidas, sem buracos ou momentos que possam ser considerados desnecessários. A autora trabalhou excelentemente todos os pontos, em especifico, o tema central desse sick-lit, que é falado de forma crua, direta sobre TOC, mas não só focando a doença em si (como  aconteceu em outra obra com a mesma temática, 'Uma História de Amor e TOC',  publicado aqui no Brasil pela Editora Galera Record).
Me apaixonei completamente por todos os personagens criados por Toten, desde os dois protagonistas, aos mais figurantes na trama. A ideia de usar nomes de super-heróis em personagens humanizados, cheio de defeitos, foi realmente brilhante. Esses "defeitos" (as suas compulsões no caso) são geralmente contraditórias aos nomes dos super heróis entre o universo Marvel/DC que os personagens começam a aderir. Adam por exemplo, intitula-se Batman, mas não é sombrio ou solitário como o protagonista, pelo contrário, em boa parte do enredo ele é amável extremamente engraçado e culpa-se de muita coisa, como se carregasse o mundo em suas costas. São esses fatores que ativam suas compulsões. E como se sua situação já não fosse complicada, a autora ainda explora um relacionamento conturbado entre o garoto e sua mãe, sem saber lidar com  a instabilidade emocional dela, que após o divórcio, parece ter ficado um pouco confusa e neurótica. Além disso, Adam ainda ajuda o irmão mais novo, que com apenas cinco anos, sofre também de transtorno obsessivo compulsivo, e fica extremamente agitado em grande parte do tempo. Esse ponto em particular é o lado mais emocionante da história. A relação dos irmãos é muito verdadeira. Vê o quanto o laço entre os irmãos é forte, e o quanto eles vão se intensificando conforme a trama vai se desenvolvendo é incrivelmente lindo e tocante.

O mesmo pode ser dito sobre Robyn. Ela é uma personagem autêntica, maravilhosamente construída, e em certos diálogos, muito sábia e complexa. Em algumas de suas passagens, a personagem me lembrou Margo, protagonista de 'Cidades de Papel', do autor John Green. Mas não a Margo chata, e sim uma Margo muito mais divertida e desenvolvida. 

Embora a primeira vista a interação entre Robyn e Adam possa parecer forçada, o enredo vai trabalhando melhor a questão, deixando o leitor com mais clareza, conforme a obsessão do personagem masculino vai realmente se transformando em um afeto maior; a relação entre os dois vai se construindo belamente e tomando sentido.
Toten trouxe-me uma leitura muito agradável e reflexiva, levantando questões que lidam especialmente com situações familiares, impondo os limites ou mostrando que a certos instantes, não importa o quanto a pessoa seja importante para você, é preciso intervir e deixá-la ir. E não imagine algo idealizado ou um amor bobo como acontece na grande maioria dos sick-lit, onde a doença une esses personagens. Pelo contrário. O final de 'O Herói Improvável da Sala 13B' passa longe disse, conseguindo surpreender e ao mesmo tempo, emocionar. Me apaixonei não só pela edição, mas também por todo o plano de fundo e personagens que essa cativante obra tenha tentado mostrar. É um livro belo, que ao meu vê, todos deveriam ler, e não só pelo romance envolvente, e sim para tentar compreender as dificuldades que uma pessoa tem sofrendo de transtorno obsessivo compulsivo.

Resenhado por:
David Andrade



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Resenha #207: Pensei Que Fosse Verdade - Huntley Fitzpatrick

Título: Pensei Que Fosse Verdade 
Autor: Huntley Fitzpatrick
Editora: Valentina
Tradutor: Heloísa Leal
Edição: 1 
ISBN: 9788558890069
Gênero: Romance Estrangeiro / Ficção 
Ano: 2016 
Páginas: 336
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RESENHA


Olá pessoas lindas, tudo bem com vocês?

Em agosto eu fui convidada pela Editora Valentina para participar de uma leitura conjunta do livro “Pensei que fosse verdade”, de Huntley Fitzpatrick, a mesma autora de “Minha vida mora ao lado” que foi lançado ano passado também pela Valentina. Li o livro e vim aqui contar pra vocês um pouco do que eu achei.

Nessa história somos apresentados à Gwen Castle, uma garota que vem de uma família de classe média baixa e que mora em uma pequena ilha. Seu pai é dono de um restaurante, sua mãe é empregada doméstica e para ajudar a família, Gwen acaba aceitando um emprego de verão na casa de uma senhora, a qual ela deve ser acompanhante. Acontece que, além dos dramas familiares da garota, ela ainda é assombrada por um segredo do passado que mudou completamente sua vida e que deve ser superado para que ela se permita voltar a viver normalmente.
Gwen também vive à sombra do romance entre seu primo Nic e sua melhor amiga Vivie, que antes formavam um trio inseparável, mas que, depois do início do romance, acabaram por deixa-la meio de lado. 

Claro que ainda existem diversos outros personagens que compõe essa trama e esse segredo tão bem guardado, mas se eu for falar de todos acabarei deixando a resenha gigante. 

A trama não me surpreendeu muito, pois, a premissa dos livros da Editora Valentina é sempre bem parecida, uma garota, um garoto e um segredo, mas, ainda assim, o enredo é muito bem construído e contém doses certas de romance, humor e momentos tristes. O início do livro é um pouco lento, principalmente porquê a autora fica jogando alguns “pedaços” desse segredo e o leitor fica louco para querer descobrir logo do que se trata, por isso, temos a impressão de que algumas coisas demoram – até demais – para acontecer. 
Alguns personagens do livro me deixaram apaixonada logo de cara. O irmãozinho da Gwen, Emory, é uma criança especial e muito fofa que cativa a gente rapidamente. Outro personagem que eu também amei foi a Sra. Ellington, a patroa de Gwen, e cuja presença deixa a leitura muito leve e até engraçada em alguns pontos. 

A edição do livro está boa, embora eu tenha achado alguns erros de digitação, mas que não influenciam em muita coisa. Minha única queixa, que tem relação com TODOS os livros da Valentina, é que a fonte é muito pequena, muito mesmo e isso me incomoda bastante, pois sou uma pessoa cega que tem 6 graus de miopia, então, tive que fazer bastante esforço para ler e isso deixa a leitura um pouco mais cansativa.
A capa do livro ficou muito fofa, bastante chamativa, sem falar na lombada que ficou muito parecida com a do outro livro da autora – deixando minha estante linda, adoro isso. Sem falar na diagramação interna super especial, com uma fonte muito linda para marcar os capítulos e o início deles. 

Um livro suave, leve, intrigante e que vai te arrancar algumas risadas, esse é “Pensei que fosse verdade”. Uma leitura que vale muito a pena para aqueles que gostam do gênero.

Resenha escrita por:
 Maria Clara.

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Resenha #206 - Sua Secretária - Melanie Marchande

Título: Sua Secretária - Desfeita
Autor:  Melanie Marchande
Editora: Giz Editorial
Tradutor: Camila Fernandes
Edição: 1
ISBN: 9788578552596
Gênero: Romance Estrangeiro / Ficção
Ano: 2016
Páginas: 256
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RESENHA


Já são cinco longos anos que Meghan atura seu chefe babaca. Cinco anos em que todos os dias ela se perguntou o porque de não se demitir. A resposta? Simples, seu chefe jamais conseguiria sobreviver sem ela.
Meg precisa de uma fuga para seus dias de estresse causados pelo sexy bilionário ao qual chama de chefe, então para espairecer ela começa a ler uma série de livros eróticos, e acaba se tornando uma grande fã dos livros e claro, da autora, Natalie McBride, e chega até mesmo a trocar e-mails com ela.

O grande problema é que Natalie McBride não existe, na verdade quem escreveu os livros que Meg tanto ama foi seu chefe, Ryan, e agora ele quer que ela se passe por Natalie McBride em eventos para divulgar a série de livros.
Em meio a discussões, caras feias, e cenas quentes, o amor reprimido entre Ryan e Meg vai florescendo.

Eu já tinha lido outro livro da autora, e não tinha gostado muito dele, mas decidi dar uma chance a esse livro, e não é que gostei? A autora se superou (ao meu ver). Esse livro é bem divertido, a Meghan é uma figura, e o Ryan.. ah, é aquele babaca com problemas de relacionamento que mesmo sendo um babaca nós ficamos caidinhas por ele, em especial quando ele está nos bons momentos.

A narração é feita pela própria Meghan, então temos uma amostra em primeira mão do relacionamento dela com os pais, que por sinal não valem bosta, tratam ela super mal, principalmente sua mãe. Achei a capa super condizente com o livro, a diagramação está ótima e durante a leitura não vi qualquer erro na revisão do livro. 
Esse livro tem muitas cenas quentes, tipo, muitas, então pegue um leque, um ventilador, ou simplesmente vá para um lugar com ar condicionado potente, por que acredite, quando você menos espera a coisa fica quente para caramba.

Sua Secretária é um livro divertido, romântico, e quente! Muito quente!

Resenhado por:
Sharon Alves


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Resenha #205: Achados & Perdidos - Brooke Davis

Título: Achados & Perdidos
Autor:  Brooke Davis
Editora: Record
Tradutor: Ana Carolina Mesquita
Edição: 1
ISBN: 9788501106926
Gênero: Romance / Ficção
Ano: 2016
Páginas: 252
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RESENHA


Olá pessoal. Espero que vocês estejam bem. Hoje venho falar pra vocês um pouco do novo queridinho lançado pela Editora Record agora no segundo semestre. A obra da australiana Brooke Davis já vem conquistando várias lágrimas e risadas por ai e foi uma das minhas últimas leituras do mês de agosto.
Então, o livro conta a história de Millie Bird, uma garota de sete anos que acabou de ser abandonada por sua mãe em uma loja. Mesmo com tão pouca idade, Millie não é uma criança como outra qualquer, desde de pequena ela já tem consciência de que um dia todos nós vamos morrer e, por isso, ela tem uma lista de todas as coisas mortas que ela já viu, inclusive seu pai. Além de saber que todos vamos morrer, ela também sabe que todos vão embora, mas, mesmo assim ela tem esperanças de que sua mãe volte. 
É no meio de toda essa confusão que o destino dela se cruza com o de Karl, o digitador, Aghata Pantha e Manny, o manequim. Junto com um velhinho maluco, uma senhora rabugenta e um manequim, Millie vai sair por ai em busca de sua mãe para que tudo volte ao normal.

Apesar de uma premissa bastante exótica e atrativa, devo confessar que fiquei meio decepcionada com o livro algo relacionado à escrita da autora e ao próprio enredo do livro acabou por não funcionar tão bem, fazendo com que a leitura seja um tanto quanto cansativa. Além disso, a narrativa é um pouco confusa e diferente daquilo que eu estava habituada, sendo assim, a leitura transcorreu ainda mais lenta do que eu imaginava. De qualquer forma, o livro é bastante intrigante, bem mais profundo do que eu julguei que fosse. Todos os personagens tem uma certa complexidade e uma rede de acontecimentos anteriores que acabou influenciando a atual personalidade deles. Uma história vendida por YA, mas que não deve ser lida por qualquer um. Gostei bastante da construção de cada personagem e da maneira como a história deles me foi apresentada, a autora também ganhou muitos pontos ao colocar no enredo coisas tão aleatórias, mas que funcionaram bem juntas.
A capa dessa edição ficou muito fofa, eu fiquei apaixonada pelos detalhes, tanto internos como os externos. A Editora Record caprichou bastante nos detalhes e na revisão, não me lembro de ter notado nenhum erro muito aparente. O livro é dividido em capítulos, cada um narrado em terceira pessoa, mas com foco em um dos personagens, sempre misturando os eventos presentes com os do passado, mas sem deixar de associá-los, muitas vezes de maneira implícita.

No geral, o livro é bem interessante e muito mais profundo do que eu julguei que fosse, me deixou com um nó no peito em diversos momentos e só pecou um pouco em algumas partes que ficaram um tanto confusas. Fica a dica pra vocês, espero que tenham gostado e não deixem de me contar nos comentários o que vocês acharam dele.

Resenhado por: 
Maria Clara Donato