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Resenha #150: Eu Te Darei o Sol - Jandy Nelson


Título: Eu Te Darei o Sol
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance jovem adulto
Ano: 2015
Páginas: 387



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Resenha


Noah e Jude são irmãos gêmeos e desde cedo aprenderam que teriam que conviver com a divisão, não é a toa que ambos com sua sede de dominação decidem dominar o mundo para que cada um detenha alguma coisa do planeta (céu, sol, flores, animais e etc.), mas há coisas mais difíceis pelas quais eles terão de passar e nisso vão competir entre si pela atenção dos pais, de um rapaz que está a passar as férias de verão na cidade litorânea onde é situado o romance. Além de claro, trabalharem arduamente, aprimorando seus talentos artísticos para conseguir ingressarem na renomada escola de artes CSA. Ela voltada mais para as artes plásticas e ele focado no desenho.

Uma foto publicada por De Cara Nas Letras (@decaranasletras) em
Mas os atos impensados geram consequências incertas e inesperadas. Desconheciam os irmãos que uma grande tragédia iria assolar as suas vivências e o pior, fazer com que essa amizade inseparável de irmãos findasse e a família se tornasse algo duro e sem o calor.

Se fosse utilizar uma palavra para descrever esse livro eu usaria a seguinte: intenso.

Tudo nele ou é 90 ou é 90. A autora conseguiu escrever um infanto-juvenil extremamente cativante e original. Seu enredo é bastante misterioso e ao lermos ficamos numa espécie de zona desconhecidas, até mesmo quando achamos que vamos completar uma frase ela vem e troca àquela palavra por outro sinônimo, nos surpreendendo. Isso torna a leitura sedenta por conhecimento.

A narrativa é dividida em duas partes, duas partes entrelaçadas e intercaladas. Em cada parte temos a visão de um irmão, sendo uma hora Noah com seus 14 anos e noutra sua irmã Jude no futuro-presente com 16 anos, o que ajuda a compreender todos os acontecimentos narrados e o legal é que a autora consegue fazer perguntas em um lado da narrativa e mostrar a outra visão com respostas do mesmo fato (e isso não significa que ela vá apenas repetir o mesmo fato, ao contrário, ela apresenta de outra forma).

Há muitas semelhanças entre os personagens principais que vão além da aparência. Judi, aos 16, é uma garota que se fechou por tudo o que lhe aconteceu, apesar de na visão do Noah ela ter mais segurança. Na visão dela, após a tragédia a vemos em sua redoma com medo se relacionamentos e tentando criar um projeto artístico que irá libertá-la de toda essa angústia. Para onde Judi vai ela carrega algum objeto que segundo a "bíblia" da sua avó, lhe trará sorte como cebolas nos bolsos e os conselhos que é possível encontrar na "bíblia".
Noah já é mais fechado por natureza, por ser gay, ele sofre bullying de alguns colegas, mas não se mostra fraco. Sendo um apaixonado pelos desenhos que faz e pelas cores, ele tem um coração enorme e louco para amar, assim como a Jude também o tem. Noah vive para o desenho e a todo instante está desenhando, até mesmo mentalmente.


Jandy Nelson consegue passar a mensagem de que uma mentirinha pode causar rupturas pequenas, a princípio imperceptíveis, mas que com o tempo vão se abrindo, fazendo toda a obra ser danificada e quebrada (como acontece com as obras da Judi), e quando notamos estamos em um beco sem saída. Além disso, elas nos mostra que a verdade pode e de ser a saída para o que for. Independente do que aconteça devemos pensar muito bem nossas palavras antes de pronunciá-las, assim vidas poderão ser salvas.

Eu Te Darei o Sol é um livro que mexeu muito comigo. Senti-me um torcedor por esses irmãos para que tudo desse certo e mesmo com todas as desavenças deles, posso dizer que o final foi extremamente compensador, a autora respondeu todas as perguntas que eu me fiz sobre o que iria acontecer com eles.

Enfim, é uma obra que te cativa a ponto de deixar um gosto positivo de quero mais. Não posso contar muito, afinal é uma obra que deve ser lida sem ter muito conhecimento do seu conteúdo. Mas com toda certeza é um livro inesquecível.





Att,
Pedro Silva


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Resenha #149: Uma Chama Entre As Cinzas - Sabaa Tahir

Título: Uma Chama entre as Cinzas
Autor: Sabaa Tahir
Editora: Verus 
Gênero: Fantasia / Ficção / Jovem adulto
Ano: 2015
Páginas: 432

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RESENHA


A resenha de hoje é sobre uma fantasia publicada pela Editora Verus e bastante aclamado pela crítica "Uma Chama Entre as Cinzas" da escritora americana Sabaa Tahir. O livro vem fazendo um grande sucesso entre os leitores do mundo inteiro, principalmente após ser comparado com Harry Potter, Guerra dos Tronos e Jogos Vorazes, o que conseguiu atrair bastante atenção dos fãs dessas sagas.


A obra narra a história de Laia, um escrava que, de uma hora para a outra, se vê obrigada a deixar sua casa após a mesma ser invadida pelo exercito do Império. Os soldados matam os avós de Laia e levam seu irmão para a prisão por traição ao Império. Laia se vê completamente fora da sua zona de conforto e forçada a encontrar meios para libertar seu irmão, e único parente vivo, da prisão. Dessa forma, Laia encontra um grupo de pessoas que se propõe a libertar o seu irmão, desde que ela seja espiã da Comandante de uma das maiores academias militares do Império, uma perigosa missão à qual nenhum outro espião jamais sobreviveu.

No outro lado da história nós conhecemos Elias, um dos mais promissores jovens da academia militar. Apesar de ter um brilhante futuro como soldado, Elias simplesmente despreza tudo que é feito pelo Império, principalmente a violência que os mesmos promovem dentro da sociedade. Preparado para desertar logo após sua formatura, Elias acaba sendo chamado para participar de uma importante eliminatória para escolher quem será o próximo Imperador. Elias se vê dentro de uma grande rede de armações e acaba tendo que executar tarefas que vão contra todos os seus princípios.


No geral, é muito bom, a leitura é viciante e muito rápida. Os personagens são muito bem desenvolvidos e cheios de personalidade, assim como os ambientes que são muito bem descritos. Com o famoso estilo de capítulos alternados,  é praticamente impossível de se parar de ler. Comecei a ler cheia de expectativas e não me decepcionei, mas, também não me impressionei.

O livro tem uma grande mistura de outras coisas que já lemos, o que torna a obra não muito original. Mesmo não tendo me decepcionado, devo afirmar que a obra foi um tanto superestimada pela crítica, não vi o encanto de Harry Potter e nem a brutalidade de Game of Thrones, em diversos casos parece que a autora tende a proteger demais os personagens principais. Tem muita morte? Sim. Muito sangue? Bastante. Mas, na maioria dos casos, de personagens secundários e sem tanta importância.

Uma Chama Entre as Cinzas possui continuação, isso fica implícito no final, pois o enredo deixa milhares de fios soltos e uma grande curiosidade sobre o destino dos personagens. Devo admitir que o segundo livro tem um grande potencial, inclusive de ser melhor que o primeiro.
" - Existem dois tipos de culpa - digo em voz baixa. - Aquele que é um fardo e aquele que lhe dá um propósito. Deixe que a culpa seja o seu combustível. Deixe que ela te lembre de quem você quer ser."

A diagramação está bem legal, como eu falei, os capítulos são alternados entre narrativas em primeira pessoa de Elias e de Laia. Além disso, o livro é muito bem dividido em três partes. A autora soube muito bem capturar a atenção do leitor, mudando de capítulo em pontos estratégicos do enredo. A leitura é de uma linguagem fácil e viciante, mas não se trata de um livro para crianças. No geral, a única coisa que me decepcionou mesmo foi o protecionismo com os personagens principais da história, mas mesmo assim, é uma aventura muito gostosa de se ler.  Para quem começa a se aventurar sem muita expectativa pode sim se surpreender.


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Resenha #148: Uma Duas - Eliane Brum


Lido em: Outubro de 2015
Título: Uma duas
Autor: Eliane Brum
Editora: Leya Brasil
Gênero: Ficção brasileira
Ano: 2011
Páginas: 176


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Resenha


Eliane Brum é uma das mais premiadas jornalistas brasileiras. A Vida Que Ninguém Vê foi premiado com o Prêmio Jabuti de melhor livro reportagem, além de inúmeros prêmios como repórter. Portanto Uma Duas é seu esperado romance de estréia.


O livro trata da relação delicada – complicada – entre mãe e filha. Laura é uma jornalista bem sucedida que não vê a mãe Maria Lúcia há muito tempo. As duas se mantém distantes e se evitam, até que sua mãe é encontrada sozinha no apartamento em estado deplorável e com a saúde fragilizada, o que acaba forçando a convivência das duas novamente.
“Para mim nunca houve um cordão umbilical que pudesse ser cortado. Só a dor de estar confundida com o corpo da mãe, de ser a carne da mãe. Não há como escapar da carne da mãe. O útero é para sempre” Pag.15 

Assim Laura abandona o emprego, e volta a morar com a mãe para poder cuidar dela.  Mas as duas têm uma relação de ódio e de amor, mas mesmo quando parece ser amor, no fundo é ódio (eu disse que era complicado). Ambas culpam a outra por tudo que acontece em suas vidas. Laura diz que tudo o que a mãe faz é para infernizar sua vida, enquanto Maria Lúcia sabe que Laura faz o que faz para atingi-lá. Elas travam uma luta silenciosa, e talvez, por esse motivo, ainda mais dolorosa.
“Será que a morte da mãe é a morte da filha? Naquele tempo eu já sabia que não havia espaço para nós duas na mesma vida, no mesmo corpo. Uma de nós precisava morrer” Pag: 134
A narrativa intercala momentos em primeira pessoa, por Laura que está escrevendo um livro escondido da mãe, horas em terceira pessoa, e novamente em primeira pessoa, mas pela voz de Maria Lúcia, que resolve contar sua versão da história. E com esses diferentes fluxos de pensamento que podemos compreender mais a fundo mãe e filha. Conhecendo a infância da mãe entendemos como ela se tornou como é, e a motivação de seus atos e suas angústias.
“Mas parece que tudo em mim é torto, e Laura mesma acha que sou uma aberração. O que quero dizer é que não é porque a gente não saiba como fazer as coisas do jeito certo que a gente não ame. Eu não sabia qual era o jeito certo de amar, só isso. Como eu poderia?” Pag:144
Mesmo já conhecendo e admirando o trabalho e estilo de Eliane em seus outros livros, e em suas reportagens, Uma Duas foi uma surpresa, e muito boa. A autora trás sua sensibilidade já conhecida em suas reportagens, e o encanto pelos “desacontecimentos”, mas acompanhado de uma escrita mais crua e dura. É uma leitura densa, com uma grande carga emocional, tanto pelo tema, mas também pela forma como é trabalhado. As palavras de Eliane Brum ficam escoando em sua mente, e causam aquele desconforto que um ótimo livro deve causar.
“E ainda que eu não tenha sabido amar, acho que isso é um tipo de amor. Ainda que não tenha sido como deveria ser e como você tinha o direito que fosse, o que eu senti por você, mesmo quando a odiava, foi o sentimento mais completo e profundo que já senti nesse mundo a minha vida inteira.” Pag:146
Vale ressaltar o belo trabalho gráfico do livro, que possui tons de laranja e rosa. As folhas são amareladas, com fonte em vermelho, e isso é bem interessante, porque Laura em diversos momentos fala que escreve com sangue, por isso a cor vermelha. E a fonte muda de acordo com o narrador, assim o leitor pode identificar em cada capítulo de quem é a voz narrativa.
“Eu posso sentir o que ela sente. E neste momento quero morrer com minha mãe. Porque os dias sem ela que virão não fazem sentido para mim. Eu não serei capaz de enxergá-los sem ela.” Pag:153
Mas afinal onde começa a mãe? Onde termina a filha. Mãe e filha uma só carne? É o que talvez você se pergunte ao ler o livro, por isso você precisa ler. Para conhecer essa historia maravilhosa de uma mulher que nunca quis e não soube ser mãe, e uma filha que nunca soube ser filha.  A parte mais linda do livro é o que não pode ser escrito, “o que grita sem voz e sem corpo entre as linhas. O para sempre indizível.”








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{Divulgação} - Mulheres Que Não Sabem Chorar

Olá, leitores. Tudo bem?
Hoje venho divulgar para vocês o mais novo lançamento da Giz Editorial chamado Mulheres Que Não Sabem Chorar, escrito pela autora nacional Lilian Farias. Confira um pouco mais a seguir:



Parece bem interessante, não? Caso tenha gostado, dê uma olhada nos primeiros capítulos do livro clicando AQUI e nos conta o que achou!
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Resenha #147: O Voo da Guará Vermelha - Maria Valéria Rezende

Título: O Voo da Guará Vermelha
Autor: Maria Valéria Rezende
Gênero: Romance brasileiro
Editora: Objetiva
ISBN: 8573026979
Ano: 2005
Páginas: 184
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RESENHA


O Voo da Guará Vermelha é um livro de uma beleza grandiosa, além de ser bastante singelo. Nele vamos conhecer dois personagens principais Irene e Rosálio. Sendo ele servente de pedreiro e ela uma prostituta doente, muito cansada e que precisa trabalhar nessa vida mundana para criar o filho. Rosálio é um pedreiro pobre, simples, a principio sem tantas perceptivas de vida e sem lembrança do passado genealógico. A única coisa que o Rosálio carrega é uma caixa com livros, livros esses que carregam histórias que ele um dia sonha poder conhecer, aprender, escrever (pra mode não esquecer) e espalhar ao mundo junto com as suas próprias.
Maria Valéria Rezende - Foto: Adriano Franco

O pedreiro acaba indo parar nos braços de Irene, e a partir desse encontro as histórias que ambos carregam são expostas um ao outro e ao leitor que acompanha avidamente o desenrolar da trama, como o Rei Shariar a esperar as histórias que a princesa Sherazade contava. Com o tempo, Irene vai dando significado as letras na tentativa de ensinar o homem a ler.

Narrado em terceira pessoa, intercalado com vozes dos personagens principais que tomam as rédeas de suas histórias na hora de narrar, O Voo da Guará Vermelha traz temas duros e por vezes ignorados em nossas vivencias, como se alertasse nossos olhares para aquilo que presenciamos mas não nos damos conta da profundidade da situação em questão... aliás, não só situações, mas também pessoas; há uma diversidade incontável de gente em nosso mundo, divididas entre pessoas boas e más e vemos que quando se trata da maldade, arrogância e soberba humana o problema é imenso. Irene não é dessas, mesmo na condição em que vive, é um poço de inocência e percebemos isso quando ela narra pra gente sua história com o sagui, o qual amava tanto que sem querer acabou o matando e isso deixa nela uma tristeza e a ensina a nunca fazer mal a criatura alguma.


A escrita da autora é muito bonita, bem feita e diferente, como se as palavras fossem escolhidas a dedo para compor frases com musicalidade e poesia. Por essa construção, não é um livro que dá tudo de mão beijada ao leitor, sendo assim, ele requer mais atenção para pegar detalhes não ditos explicitamente, mas que estão ali e não se perder na narrativa do Rosálio, nem da  Irene e muito menos na do narrador em terceira pessoa.

Livro recomenda para quem, assim como Rosálio, tem fome, fome de palavras, fome de viver e sair por aí a contar histórias, sejam vividas, sejam inventadas ou sejam uma mistura de realidade com realismo fantástico e que realçam uma realidade social obscura, simples, por vezes injusta, porém, intensa e presenciadas por pessoas honesta.

Até logo!

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Caixinha de Correio #19: Fevereiro de 2016

Olá, pessoal! Como vão vocês?

Bom, mais uma vez estamos aqui para mostrar a vocês, nossos leitores, aqueles mimos que recebemos/trocamos/compramos durante o mês. Espero que gostem de nossas aquisições!

Caixinha do Sérgio


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Resenha #146: On The Road - Jack Kerouac


Título: On The Road - Pé Na Estrada
Autor: Jack Kerouac
Editora: L&PM
ISBN: 8525413208
Ano: 2004
Páginas: 380
Tradutor: Eduardo Bueno

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Resenha


Considerado a bíblia da geração Beat, On The Road, vai nos trazer a história de Sal Paradise, um escritor que, no fim dos anos 40, para deixar um pouco de lado as atividades profissionais e a monotonia da vida, parte em uma viagem pedindo caronas pelo Estados Unidos, saindo de Nova Iorque, com seu amigo Dean Moriarty para usufruir da liberdade na vida simples e inconstante da estrada em busca de autoconhecimento, experiencias translúcidas e misticas, com drogas e sexo ao som de muito blues.


On The Road é um relato semi-biográfico. O aspirante a escritor Sal tem um espirito aventureiro, se espelhando muito no amigo Dean. Na estrada ele busca encontrar-se, já na vida real ele é o pseudônimo do autor Jack Kerouac. Dean Moriarty, filho de um pai alcoólatra (que lembra um pouco a história de Huckleberry Finn) é apresentado no livro como um louco galanteador barato que é capaz de roubar carros para surpreender as garotas e principalmente a si próprio - na vida real seria o Neal Cassady; e temos a atraente e louca Marylou, primeira mulher do Dean e que tem um relacionamento bem inusitado, mas entende sua posição ali no meio. Há um episodio em que ela deixa de ser mulher, oficial, e se torna a amante do ex-marido quando ele casa-se com Camille - a segunda mulher. Em outro, ela tenta transar com Sal na frente de Dean... entre outros momentos bem curiosos. No meio do caminho, eles vão encontrar conhecidos e fazer diversas amizades.


É difícil falar um pouco sobre esse livro, ao terminá-lo, senti como se voltasse para o começo, e em grande parte da leitura era como se o livro não andasse e os personagens permanecessem com os mesmos pensamentos de seguir em mais uma viagem, mostrando uma certa falta de planejamento de suas vidas. Creio que para quem segue uma vida padronizada, On The Road será um tapa na cara justamente por ir contra o ciclo natural padronizado de trabalho-dinheiro-consumir-gastar-família-voltar para o trabalho. Os personagens demonstram não ter preocupação com o dia seguinte, buscam viver o aqui e o agora, sem mais.

On the road é um livro escrito de forma corrida e levou vários nãos antes de ser publicado por ser escrito dessa forma e conter uma pontuação diferente, tendo que passar por uma revisão dura (a L&PM Editores já publicou o manuscrito original), e recebeu uma estruturação diferente, teve cortes e se tornou este livro. Mas a escrita é espontânea e de fácil entendimento. Apesar de não ser tão envolvente, contem descrições ricas em detalhes, digamos que dá para viajar pelos Estados Unidos com ele sem sair de casa.

Recomendo o livro para quem gosta de um algo bem anárquico, onde os personagens vivem em busca do autoconhecimento e para quem quer conhecer um pouco mais sobre a época em questão, descobrir quais as influências que os hippies e punks tiveram da geração que Jack Kerouac conseguiu captar bem a essência.


Até logo!

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{Divulgação} Editora Empíreo - Muito Prazer, um livro colaborativo!


MUITO PRAZER, UM LIVRO COLABORATIVO SOBRE SEXO fala e ilustra aquilo que muito prazer nos dá: sexo, amor, paixão. São 40 textos e 20 ilustrações. Se é real ou fantasia, se foi vivido ou imaginado, não importa, todos nós temos alguma história deliciosa pra contar e... sentir na pele. Então, Muito Prazer, aproveite, a fantasia é sua!

Diferente de histórias de amor, algumas histórias de sexo são sobre opções, sobre suor e carne, às vezes até sobre o egoísmo. Sexo fala da soma, subtração, multiplicação e divisão. Sexo discute o princípio da Ação e Reação; aborda, na pele, as Leis da Termodinâmica e a Lei da Gravidade. Sexo é biologia, tem estrogênio, progesterona e testosterona.

Enfim, sexo é sexo, porém, cada um de nós tem uma visão própria. Por isso a Editora Empíreo apresenta várias impressões sobre o ato.


O livro será colorido, formato retrato, 16x23cm, com uma ilustração a cada dois textos. No total serão 40 autores e 20 ilustradores.



http://livromuitoprazer.com.br/


Conheça e apoie o projeto no Catarse.

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Resenha #145: O Leitor do Trem das 6h27 - Jean-Paul Didierlaurent


Lido em: Fevereiro de 2016
Título: O Leitor do Trem das 6h27
Autor: Jean-Paul Didierlaurent
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Ano: 2015
Páginas: 176

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Resenha:

O leitor do trem das 6h27, mais conhecido como Guylain Vignolles, é um personagem solitário, que vive com o seu companheiro Rouget de Lisle, um peixe dourado, e que está em busca de um sentido para a vida. Todas as manhãs, acorda cedo e segue em direção à estação de trem, onde pega a locomotiva em direção ao trabalho. Senta-se sempre na mesma poltrona, onde em voz alta lê fragmentos de livros que guarda em sua bolsa. Não importa se é uma receita ou um livro histórico: todo dia há algo novo para ser lido.

Guylain desempenha uma função um tanto quanto desagradável: operar uma enorme máquina, chamada Zerstor 500, que simplesmente dilacera livros. Toneladas e mais toneladas de folhas são engolidas por dia, que ao fim do processo de reciclagem se reduzem a uma pasta cinzenta, que dará origem a novos livros. Nosso protagonista tem apenas dois amigos: um senhor que possui as duas pernas amputadas, graças a Zerstor 500, e o porteiro da fábrica que só fala em versos alexandrinos, também conhecidos como dodecassílabo.


Precisei rapidamente me render à evidência de que as pessoas em geral só esperam uma coisa: que você ofereça a imagem daquilo que elas querem que você seja. E reprovavam especialmente a imagem que eu propunha a elas.

Repleto de humor, passagens reflexivas e altos e baixos sentimentais, Jean-Paul Diderlaurent faz com que nos sintamos em uma montanha-russa de emoções. Embora o livro seja curto, nos apegamos de forma singular ao protagonista do enredo, e embarcamos com ele em sua busca frenética por algo que, de início, parecia impossível. O autor consegue também nos mostrar as formas e o grau de importância da literatura na vida das pessoas. É simplesmente genial a desenvoltura que Jean-Paul possui em sua narrativa.

Gosto desse momento em particular, quando o mundo parece suspender seu curso, enquanto faz sua escolha entre a luz do dia nascente e a escuridão da noite que morre. Digo a mim mesmo que talvez um dia a Terra não vai retomar sua rotação e se imobilizará para sempre enquanto a noite e o dia se instalarão, cada um deles em sua respectiva posição, mergulhando-nos numa aurora permanente. Digo a mim mesma, então, que, banhadas nessa luz crepuscular que dá um tom pastel a tudo, as guerras serão talvez menos horríveis; as fomes, menos insuportáveis; a paz, mais durável; as manhãs em que se dorme até tarde, mas insípidas; as noitadas, mais longas. E só o branco das minhas cerâmicas não mudará, seu brilho será conservado sob a luz fraca dos neóns.


A edição da Editora Intrínseca está impecável. A capa apresenta uma textura diferenciada. As folhas são amareladas, o que facilita na hora da leitura, e a guarda é totalmente customizada. Entretanto, há algo que vale à pena ser ressaltado: o livro apresenta um tamanho totalmente diferenciado, quase que em estilo "de bolso". O marcador de página confeccionado, porém, não acompanhou forma física do exemplar; foi impresso no tamanho de um livro comum. Achei isso um tanto quanto estranho, mas nada que tire o brilho singelo dessa obra exemplar.

Até logo,
Sérgio H.

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{Lançamentos} - Mês de Março

Olá, leitores! Como vocês estão?

Bom, devido ao crescimento do número de parcerias, decidimos adotar um novo estilo para a divulgação dos lançamentos editoriais do mês. Sendo assim, buscando não poluir o blog com uma infinidade de post's, resolvemos agrupar todos os lançamentos em um só, ajudando até mesmo você, leitor, a visualizar de forma mais rápida e dinâmica os livros que lhe chamaram a atenção. O sistema é bem simples: todas os lançamentos das editoras parceiras estão abaixo. Caso você se interesse por algum dos livros, basta clicar no título da obra e você será redirecionado para o Skoob (ou site da editora), onde poderá ler a sinopse, comprar seu exemplar, ler os primeiros capítulos ou até mesmo adicionar o livro à sua estante (no caso do Skoob)! Bem bacana, não é? Bem, conheçam os lançamentos de março. :)

Editora Intrínseca



Grupo Editorial Record

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{TOP COMENTARISTA MARÇO + RESULTADO}

Olá, leitores.


O mês de fevereiro, embora curto, com aquela longa semana de carnaval e dias a menos, não deixou a desejar. Foram, ao todo, treze postagens em nosso blog, sendo duas delas promoções! Vários leitores resolveram participar do nosso TOP COMENTARISTA, que premiará o mais assíduo (e sortudo) com dois excelentes livros!

Ansiosos para conferir o resultado? Pois bem, sem mais delongas, estes foram os participantes...


Como houve empate entre nove pessoas, tivemos que sortear entre aqueles que comentaram em todos os post's do mês. São eles:


E o grande sortudo é:
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{Promoção}: Aniversário do blog Escritos e Estórias


Dois anos de blog e nós só queremos agradecer ao apoio de todos que nos leem e nos acompanham! E, claro, teremos sorteio! Serão 3 Kits e 3 vencedores, onde cada um receberá um livro internacional AUTOGRAFADO pelo respectivo autor + A garota da casa grande + 20 marcadores.